Abrir o próprio negócio é um pensamento muito recorrente entre os brasileiros, afinal de contas, essa é uma excelente oportunidade para garantir uma renda própria e mais autonomia profissional. Não é à toa que somos considerados um dos países mais empreendedores do mundo, segundo estudo realizado pela Babson College, nos Estados Unidos. Nos últimos quatro anos, foram mais de 7 milhões de empresas abertas no país, segundo a Serasa Experian.

No entanto, é fundamental que os aspirantes a empreendedor tenham consciência de que abrir uma empresa acarreta também em uma série de outras decisões. Uma delas é a escolha da estrutura ideal para se dar início a empresa. Microempreendedor Individual (MEI), Sociedade Anônima, Sociedade Limitada, EPP ou Microempresa? Aqui, a escolha tem um peso bastante grande na forma como a empresa será organizada.

Neste post, vamos abordar cada um desses modelos, mostrando seus impactos na gestão financeira e contábil do empreendimento! Confira.

Microempreendedor Individual (MEI)

Modelo para àqueles profissionais ainda autônomos que querem começar o negócio mas ainda não possuem uma grande estrutura. O faturamento anual para enquadramento neste tipo de empresa deve ser de, no máximo, R$ 60 mil. Além de contar com a possibilidade de contratar funcionário fixo, nos moldes da CLT, também é possível o cadastro de CNPJ, o que viabiliza a concessão de linhas de crédito por instituições bancárias.

Uma das grandes vantagens é que a opção do Simples Nacional também está inclusa e, no caso dos MEI, os encargos tributários costumam ser bastante reduzidos, principalmente se for desenvolvida uma atividade comercial. Vale lembrar que, aqui, não há diferenças entre o patrimônio pessoal e empresarial, podendo a pessoa física responder por dívidas da pessoa jurídica.

Microempresa (ME)

Diferente do MEI, agora começamos a falar em uma empresa de fato, em que os bens pessoais são separados dos bens empresariais. As microempresas devem possuir um faturamento bruto máximo de R$ 360 mil, sendo que a possibilidade de enquadramento no Simples Nacional também é permitida, com alíquotas muito baixas.

Empresa de Pequeno Porte (EPP)

Podemos dizer que as Empresas de Pequeno Portes são um passo seguinte à Microempresa. Aqui, o faturamento mínimo deve ser de mais de R$ 360 mil, e o máximo de R$ 3,6 milhões. Vale lembrar que o enquadramento no regime de tributação do Simples Nacional também é permitido nessa modalidade, exceto para algumas atividades vedadas por lei, como bancos comerciais, corretora de valores, dentre outros.

Sociedade Limitada (LTDA)

Aqui, há a necessidade de, pelo menos, dois sócios inscritos na Junta Comercial, para a consolidação da empresa. É necessária a elaboração do contrato social, que especificará a participação dos sócios nos lucros, o capital inicial, dentre outras medidas. Aqui, a responsabilidade dos sócios é dividida em relação ao número de quotas obtidas.

Sociedade Anônima (SA)

Por fim, temos o modelo de divisão do capital por ações, consolidando os famosos acionistas. Basicamente, este tipo de empresa pode ter Capital Fechado, quando, apesar de serem SAs, as ações não são emitidas (o que ocorre normalmente por conta do capital ser inferior ao exigido pela CVM), ou podem ter Capital Aberto, quando há emissão das ações na Bolsa de Valores e com o devido registro na CVM.

Aqui, existe a figura dos dividendos, ou seja, os lucros devem ser obrigatoriamente divididos entre todos os acionistas, de acordo com o capital aplicado. Além disso, em alguns casos, há exigência da criação de uma reserva de contingências e uma reserva legal, o que vai depender da lucratividade da empresa.

Qual dos modelos parece mais conveniente para você? Deixe seu comentário! Não se esqueça de acessar o nosso Facebook para mais novidades!

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Marcelle Lauria

Marcelle é contadora, produtora de conteúdo e Gestora do time de Customer Success da Agilize Contabilidade Online. Apaixonada por contabilidade e gestão de pessoas.

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