CLT ou PJ: qual a melhor opção para a sua carreira?

A escolha entre ser CLT ou PJ é uma das decisões mais importantes para a sua vida profissional e financeira. Com a flexibilização do mercado de trabalho, o dilema se tornou ainda mais comum: vale a pena abrir um CNPJ ou manter a segurança da carteira assinada?
A verdade é que a resposta não é única e depende muito do seu perfil, dos seus objetivos e da sua área de atuação.
Para tomar a melhor decisão, você precisa entender a fundo as diferenças entre os dois modelos, seus direitos, deveres e, principalmente, o impacto financeiro de cada um. Neste guia vamos desvendar todos os aspectos para que você possa responder à pergunta: afinal, qual é a melhor opção de contratação para a sua carreira? Confira:
- O que é CLT?
- O que é PJ?
- Principais diferenças entre CLT e PJ
- Comparativo financeiro: impostos, salário líquido e benefícios
- Qual é mais vantajoso, CLT ou PJ?
- Qual é a diferença no imposto de renda entre CLT e PJ?
- A partir de qual salário compensa ser PJ?
- Posso ser CLT e PJ ao mesmo tempo?
- Aspectos legais e burocráticos da transição
- Planejamento de carreira e estilo de vida
- Checklist final – CLT ou PJ: qual escolher?
- Perguntas frequentes sobre CLT e PJ
Principais aprendizados que você vai encontrar:
- Por que a escolha entre CLT e PJ não é sobre “ganhar mais”, mas sobre entender o que realmente é a melhor escolha para o seu momento e objetivos.
- Em quais cenários a estabilidade da CLT protege sua carreira, e quando ela pode limitar seu crescimento financeiro.
- Quando o modelo PJ passa a ser vantajoso de verdade e quais custos costumam ser ignorados nessa conta.
- Quais erros comuns na transição para PJ geram riscos trabalhistas e prejuízos no médio prazo.
- Como tomar essa decisão de forma estratégica, considerando renda, perfil profissional e estilo de vida.
O que é CLT?
CLT é a sigla para Consolidação das Leis do Trabalho, o regime de contratação mais tradicional do Brasil. Um profissional CLT tem a sua carteira de trabalho assinada e um vínculo empregatício formal com uma empresa.
Essa modalidade de trabalho é marcada pela estabilidade e segurança jurídica. O empregador é responsável por todos os encargos sociais e trabalhistas, o que garante ao profissional direitos como:
- Férias remuneradas e 13º salário;
- Recolhimento de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço);
- Seguro-desemprego em caso de demissão sem justa causa;
- Licença maternidade;
- Aposentadoria pelo INSS e outros.
Em contrapartida, o trabalhador CLT tem deveres como a subordinação hierárquica e o cumprimento de uma carga horária fixa. Essa previsibilidade e segurança são as principais vantagens para quem escolhe essa modalidade.
O que é PJ?
O termo PJ refere-se a Pessoa Jurídica, ou seja, profissionais que precisam abrir um CNPJ para prestar serviços, abrir uma loja, vender produtos etc.
Nesse tipo de regime o profissional não é obrigado a cumprir determinadas regras, como é o caso da CLT. Mesmo assim, em alguns contextos o trabalhador pode ter alguns benefícios legais também.
Para que tenha direito a alguns benefícios, como auxílio-doença, licença maternidade e até mesmo a aposentadoria, é necessário que o profissional PJ pague uma contribuição mensal à Previdência Social. Esse valor varia de acordo com a modalidade empresarial do profissional e o faturamento anual de sua empresa.
Ao optar por esse modelo, o trabalhador precisa abrir um CNPJ e atuar de forma autônoma, emitindo notas fiscais e arcando com suas próprias obrigações tributárias.
O formato PJ costuma atrair profissionais que buscam maior liberdade para negociar seus ganhos e condições de trabalho, além de ser uma opção vantajosa para aqueles que recebem salários mais altos. Alguns exemplos de profissões para atuar como PJ incluem:
- Advogado;
- Corretor de imóveis;
- Psicólogo;
- Freelancer;
- Consultor;
- Proprietário de loja de roupas;
- Engenheiro, entre outros.
Principais diferenças entre CLT e PJ
A principal diferença entre CLT e PJ está no tipo de vínculo e nos benefícios. Enquanto o trabalhador CLT conta com um contrato formal que garante benefícios e estabilidade, o PJ tem mais autonomia e precisa gerenciar seus próprios direitos e deveres.
CLT x PJ: comparação rápida
| Ponto de comparação | CLT | PJ |
|---|---|---|
| Tipo de vínculo | Contrato formal com vínculo empregatício | Prestação de serviço, sem vínculo |
| Carga horária | Jornada fixa definida por lei | Sem jornada fixa, foco na entrega |
| Subordinação | Subordinado à hierarquia da empresa | Relação entre empresas (cliente x prestador) |
| Pessoalidade | Só a pessoa contratada pode executar o trabalho | Pode delegar para outra pessoa ou equipe |
| Férias | Garantidas por lei, com remuneração | Não há férias remuneradas |
| INSS | Recolhido pelo empregador | Responsabilidade do próprio PJ |
| Aviso prévio | Direito garantido por lei | Só existe se estiver em contrato |
| Autonomia | Baixa | Alta |
| Benefícios | FGTS, férias, 13º, INSS | Não há benefícios automáticos |
- Carga horária: o trabalhador CLT tem carga horária de trabalho definida, enquanto o trabalhador PJ se compromete somente com as entregas, podendo trabalhar no horário que quiser;
- Subordinação: quem trabalha CLT está subordinado à hierarquia da empresa, ou seja, deve responder a um chefe. Já o prestador de serviço PJ tem a empresa como cliente, e não como chefe;
- Pessoalidade: na CLT, a própria pessoa contratada deve prestar os serviços contratados. No contrato PJ, a empresa pode designar qualquer pessoa para isso, seja ela a titular do CNPJ ou não;
- Férias: as férias são um direito do trabalhador CLT, mas não do PJ. O que não quer dizer que quem é PJ não pode tirar férias — pode sim, mas isso precisa ser acordado com o cliente, que não é obrigado a remunerar o prestador de serviço pelo período;
- INSS: é obrigação do empregador recolher mensalmente a contribuição do funcionário com o INSS. Já o trabalhador PJ é o responsável pela sua própria contribuição, que não é obrigatória;
- Aviso prévio: o trabalhador CLT tem direito ao aviso prévio de 30 dias em caso de demissão sem justa causa, o que não acontece com o PJ, a não ser que isso esteja previsto em contrato.
Comparativo financeiro: impostos, salário líquido e benefícios
A pergunta “compensa ser CLT ou PJ?” tem a ver com o dinheiro que realmente entra no seu bolso. O salário bruto do PJ é geralmente mais alto que o do CLT, mas isso não significa que o salário líquido também será.
Para um salário PJ de R$ 10.000, por exemplo, o salário CLT para a mesma função poderia ser R$ 7.000. No CLT, o empregador paga o 13º, férias, FGTS, INSS patronal, entre outros custos, o que aumenta o custo da contratação em cerca de 70% sobre o salário.
Já o profissional PJ tem que cuidar de tudo isso. O salário de R$ 10.000 precisa cobrir os impostos da PJ (que podem ser mais baixos em um regime como o Simples Nacional), a sua própria contribuição ao INSS, um plano de saúde e uma reserva para férias.
A diferença no imposto de renda entre CLT e PJ também é enorme. No CLT o imposto é descontado pela tabela progressiva, podendo chegar a uma alíquota de 27,5% sobre o salário.
Como PJ, os impostos são calculados sobre a receita bruta, em regimes que podem ter alíquotas iniciais de 6% (no Simples Nacional), o que gera uma grande economia.
A partir de qual salário compensa ser PJ?
Não existe uma regra exata, mas um valor comumente usado como referência é que o salário bruto do PJ precisa ser, no mínimo, 30% maior do que o salário bruto do CLT para que o valor líquido (após impostos e custos com benefícios) se equipare.
Em muitos casos o salário PJ precisa ser 50% ou até 100% maior para compensar de verdade a falta de benefícios.
Para te ajudar a entender essa diferença, a Agilize oferece uma Calculadora CLT x PJ. Com ela você simula o seu salário e compara o quanto você receberia em cada regime, já descontando impostos e outros custos.

É a forma mais simples de descobrir a partir de qual salário PJ compensa para a sua realidade.
Qual é mais vantajoso, CLT ou PJ?
A decisão entre CLT ou PJ é muito pessoal. As duas opções são vantajosas para diferentes perfis de profissionais e momentos de carreira.
Para quem busca estabilidade
Se a segurança de um salário fixo, os benefícios e a previsibilidade de uma carreira tradicional são o que você procura, a CLT é a melhor opção. Na prática, isso significa receber todo mês o mesmo valor, ter férias e 13º garantidos e não precisar se preocupar com impostos ou burocracias no dia a dia.
Para quem busca autonomia e potencial de ganhos
O modelo PJ é ideal para o profissional que valoriza a liberdade de escolher seus projetos e horários, e que tem uma visão empreendedora sobre a carreira. Na prática, você pode trabalhar com mais de um cliente, organizar sua rotina e aumentar seus ganhos conforme a demanda, assumindo também a gestão da própria renda e obrigações.
É fundamental que você avalie o seu perfil e as suas prioridades para tomar a melhor decisão. Lembre-se que o modelo PJ, embora mais lucrativo, exige disciplina, autogestão e o apoio de uma contabilidade especializada para ter sucesso.
Posso ser CLT e PJ ao mesmo tempo?
SSim, você pode ser CLT e PJ ao mesmo tempo! Não existe nada na legislação brasileira que proíba essa dupla atuação. No entanto, é preciso ter atenção a algumas regras para não ter problemas:
Evite a pejotização
A pejotização ocorre quando um profissional PJ tem um vínculo de subordinação, pessoalidade e carga horária fixa, como se fosse um CLT.
Isso é considerado fraude trabalhista e pode levar a processos judiciais. Para evitar, a relação PJ deve ser de prestação de serviço, sem subordinação.
Não concorrência
Verifique se o seu contrato CLT tem uma cláusula de não concorrência, que proíbe o funcionário de atuar no mesmo ramo de atividade de forma autônoma.
Horário de trabalho
Como CLT você tem o dever de cumprir a sua jornada de trabalho. Não é permitido exercer atividades como PJ durante o horário em que você deveria estar à disposição do seu empregador.
Atuar nos dois regimes pode ser uma excelente forma de ter uma renda extra ou de fazer a transição gradual para a carreira PJ, desde que você respeite as regras e evite o risco de ser demitido por justa causa.
Então, não é crime?
Não, não é crime ser CLT e PJ ao mesmo tempo. Você só precisa se atentar às regras estabelecidas pelas leis trabalhistas para não infringir nenhuma delas.
Para que essa atuação aconteça dentro da lei também é preciso seguir algumas condições:
- O profissional não pode prestar serviço como PJ para a mesma empresa em que atua como CLT;
- O trabalhador deve cumprir todas as suas obrigações fiscais e tributárias referentes a ambas as atividades.
E, como já falamos, também é importante conhecer as regras da empresa que você trabalha como CLT, pois algumas não permitem que os funcionários atuem como freelancer na mesma área de atuação.
Aspectos legais e burocráticos da transição
A decisão de ser PJ abre um novo universo de responsabilidades. Para garantir que a transição seja tranquila e vantajosa, é crucial entender os aspectos legais e burocráticos.
Como abrir um CNPJ
O processo de abertura de um CNPJ pode parecer burocrático, mas com o roteiro certo, é mais simples do que se imagina. A forma mais rápida e segura de fazer a transição é com o apoio de uma contabilidade especializada, que cuidará de todo o processo para você. Os passos, em geral, são os seguintes:
- Definição do tipo de CNPJ e do regime tributário: com o apoio de um contador você definirá a natureza jurídica (como a Sociedade Limitada Unipessoal – SLU, ideal para quem atua sozinho) e o regime tributário mais vantajoso (Simples Nacional ou Lucro Presumido).
- Consulta de viabilidade: o contador fará uma análise prévia para verificar se o nome e o endereço da sua empresa são permitidos.
- Elaboração e registro do Contrato Social: é o documento que dá vida legal à sua empresa. O contador cuidará da elaboração e do registro na Junta Comercial do seu estado.
- Emissão do CNPJ: após o registro na Junta, a Receita Federal emite o seu CNPJ.
- Inscrições e Licenças: o processo se encerra com a Inscrição Municipal e a obtenção do Alvará de Funcionamento, documentos essenciais para a sua operação.
As opções mais comuns para um profissional que atua sozinho são o MEI (para atividades permitidas e faturamento até R$ 81 mil/ano) e a SLU (Sociedade Limitada Unipessoal), que protege o patrimônio pessoal.
Como PJ, além da autonomia, você assume a responsabilidade pela gestão fiscal e contábil do seu negócio, o que envolve:
Obrigações fiscais e contábeis
- Emissão de notas fiscais: para cada serviço prestado, é necessário emitir nota fiscal, documento que comprova a receita e serve de base para o cálculo dos impostos.
- Recolhimento de impostos: o próprio PJ calcula e paga tributos como o DAS do Simples Nacional ou as guias de IRPJ e CSLL no Lucro Presumido, conforme o regime tributário escolhido.
- Entrega de declarações: a empresa também precisa cumprir obrigações periódicas, como a entrega da DEFIS, utilizada para prestar contas ao fisco.
Riscos da pejotização
A pejotização é a principal armadilha do modelo PJ. Se a relação de trabalho tiver características de CLT, o profissional pode entrar com um processo na Justiça para ter o reconhecimento do vínculo empregatício.
Para evitar isso, garanta que a sua relação de PJ seja de prestação de serviço, sem subordinação e com autonomia.
Lidar com todas essas responsabilidades pode parecer intimidador, mas um contador especializado em profissionais PJ pode cuidar de tudo para você, garantindo que sua transição seja segura e vantajosa.
Planejamento de carreira e estilo de vida
A escolha entre CLT ou PJ não é somente sobre dinheiro. Ela impacta diretamente o seu planejamento de carreira e o seu estilo de vida.
Flexibilidade vs. estabilidade
O CLT oferece a segurança e a estabilidade de um emprego fixo, mas com menos flexibilidade. O PJ, por outro lado, oferece a liberdade de gerenciar seus horários, mas a estabilidade depende exclusivamente da sua capacidade de gerar negócios.
Oportunidades de crescimento
Nos dois regimes é possível crescer. No CLT, o crescimento é por meio de promoções e aumento de cargos. No PJ, o crescimento é por meio de novos clientes, projetos maiores e o aumento da sua renda.
Autogestão e disciplina financeira
O profissional PJ precisa ter disciplina para gerenciar as finanças, separar dinheiro para impostos, férias e investimentos. O sucesso como PJ é uma construção que depende da sua disciplina e visão empreendedora.
A decisão de qual é o melhor caminho para a sua carreira deve levar em conta esses fatores, ponderando os prós e contras de cada modelo com base nas suas prioridades e objetivos.
Checklist final: CLT ou PJ, qual escolher?
Para te ajudar a decidir qual regime de trabalho se encaixa melhor no seu perfil confira a seguir um comparativo visual:
| Característica | CLT (Consolidaçãodas Leis do Trabalho) | PJ (Pessoa Jurídica) |
| Vínculo | Empregatício, comcarteira assinada | Prestação de serviços, semvínculo empregatício |
| Salário | Salário fixo | Remuneração pornota fiscal |
| Férias e 13º | Direito garantido | Precisa se planejare guardar dinheiro |
| FGTS e INSS | INSS recolhido peloempregador e FGTSdepositado | INSS de responsabilidadedo profissional (opcional) |
| Impostos | Descontados na folha de pagamento | Pagos por meio de guiasmensais, com regimesmais vantajosos |
| Autonomia | Limitada porhierarquia e horário | Total autonomia paragerir horários e clientes |
| Custos | Encargos pagos pelo empregador | Impostos, custos contábeise de operação são desua responsabilidade |
| Risco | Menor risco, comestabilidade garantida | Maior risco, pois a rendavaria com a demandade trabalho |
No fim das contas a tabela comparativa deixa claro o principal dilema: a CLT oferece a segurança de direitos e a estabilidade financeira, enquanto o PJ é o caminho para quem busca maior autonomia e a possibilidade de aumentar significativamente a renda.
A decisão, portanto, não é sobre qual modelo é “melhor” em absoluto, mas sim sobre qual deles se alinha mais com seus objetivos de carreira e estilo de vida, ponderando entre a segurança e o potencial de crescimento.
Perguntas frequentes sobre CLT e PJ
É melhor abrir um CNPJ para receber como PJ ou continuar CLT?
Depende do seu momento e da sua renda. A CLT oferece mais segurança e benefícios garantidos. Já o PJ costuma render um valor líquido maior, mas exige organização com impostos e planejamento financeiro.
Quais benefícios a CLT oferece que o PJ não tem?
Na CLT, você tem direitos como férias remuneradas, 13º salário, FGTS, INSS pago em parte pela empresa e proteção em caso de demissão. Como PJ, esses benefícios não são automáticos.
Preciso pagar impostos como PJ? Quais são eles?
Sim. O PJ paga impostos de acordo com o regime da empresa. No Simples Nacional, o principal é o DAS, que já reúne tributos como IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, ISS e INSS patronal.
Posso ter direitos trabalhistas como PJ?
Não. O PJ não tem direitos trabalhistas previstos na CLT. Para ter férias, 13º ou descanso remunerado, é preciso negociar isso em contrato com a empresa contratante.
Como funciona a rescisão em CLT vs PJ?
Na CLT, a rescisão segue regras legais, com aviso prévio, multas e verbas rescisórias. No PJ, tudo depende do que estiver previsto no contrato de prestação de serviços.
O que caracteriza vínculo empregatício se eu for PJ?
Se houver subordinação, jornada fixa, exclusividade, habitualidade e pagamento mensal fixo, pode ser caracterizado vínculo empregatício, mesmo com CNPJ.
A Agilize te ajuda a decidir!
A decisão entre CLT ou PJ é sua, mas não precisa ser feita no escuro. Entender os prós e contras de cada regime, o impacto financeiro de impostos e a burocracia é o que vai te dar a segurança para escolher o caminho certo para sua carreira.
Independentemente da sua escolha, ou se você já é PJ, contar com um suporte contábil especializado é o que vai te dar a tranquilidade para focar no que realmente importa.
A Agilize é pioneira na contabilidade online no Brasil e oferece soluções completas para profissionais PJ que desejam otimizar sua gestão financeira.
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