CNAE para e-commerce: saiba como escolher
CNAE para ecommerce é uma das decisões mais importantes na hora de formalizar uma loja virtual. O código escolhido define como sua empresa será tributada, quais impostos vai pagar e até se poderá se enquadrar no Simples Nacional ou no MEI.
Muitos empreendedores escolhem o CNAE apenas pelo nome parecido com a atividade e depois acabam descobrindo que estão pagando imposto maior ou enfrentando dificuldades com emissão de nota fiscal e marketplaces.
Neste guia você vai entender quais são os principais CNAEs para comércio online, como escolher corretamente e o que pode acontecer se errar.
Boa leitura!
Resumo do que você vai aprender neste conteúdo:
- O CNAE define como o e-commerce será tributado, se poderá optar pelo Simples Nacional e quais obrigações fiscais precisará cumprir.
- Não existe um CNAE único para todas as lojas virtuais; o código correto depende do tipo de produto (físico ou digital), modelo de venda e incidência de ICMS ou ISS.
- Escolher apenas pelo nome parecido é um erro comum e pode gerar pagamento indevido de impostos, bloqueio na emissão de nota fiscal e problemas com marketplaces.
- Um CNAE incorreto pode causar desenquadramento tributário, multas e necessidade de alteração contratual, gerando retrabalho e custos adicionais.
- A definição estratégica do CNAE, com análise contábil prévia, evita riscos fiscais e garante que o e-commerce já comece estruturado para crescer com segurança.
Qual é o CNAE para ecommerce?
O CNAE mais utilizado para ecommerce é o 47.91-3/02 – Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios – comércio eletrônico, ou o 47.91-3/01 – Comércio varejista por correspondência ou internet, dependendo da estrutura da venda.
No entanto, o código ideal depende do tipo de produto comercializado e do modelo de operação. Veja alguns exemplos por nicho a seguir.
CNAE para ecommerce de roupas e acessórios
Para lojas virtuais de moda, o mais comum é utilizar o CNAE correspondente ao comércio varejista daquele produto, combinado com a modalidade de venda pela internet. Por exemplo:
- Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (47.81-4/00) + modalidade de comércio eletrônico.
É importante verificar se os produtos estão sujeitos à substituição tributária em vendas interestaduais, pois isso impacta diretamente o ICMS.
CNAE para ecommerce de produtos digitais
Se o e-commerce vende cursos online, softwares ou infoprodutos, a atividade pode ser enquadrada como prestação de serviços, e não comércio. Nesses casos, o CNAE pode estar ligado a:
- Desenvolvimento de programas de computador;
- Treinamento em informática;
- Portais e/ou provedores de conteúdo.
Aqui o impacto tributário muda completamente, já que pode haver incidência de ISS em vez de ICMS.
CNAE para ecommerce de cosméticos
Cosméticos e produtos de beleza costumam estar sujeitos à substituição tributária em muitos estados.
O CNAE geralmente é o comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal (47.72-5/00).
Além da escolha correta do CNAE, é essencial verificar as regras estaduais de ICMS-ST para evitar recolhimentos incorretos.
CNAE para ecommerce de produtos diversos
Se a loja vende produtos variados (como marketplace próprio ou loja multimarcas), pode ser utilizado um CNAE mais abrangente de comércio varejista pela internet.
Nesse caso, é importante analisar o mix de produtos. Vender eletrônicos, suplementos e cosméticos juntos pode gerar diferentes tratamentos tributários dentro da mesma empresa.
Qual é o melhor CNAE para ecommerce?
Não existe um “melhor CNAE” universal. O melhor é aquele que representa exatamente a atividade exercida e permite enquadramento tributário adequado. A escolha pode ser influenciada por:
- Tipo de produto vendido;
- Venda interestadual;
- Regime tributário (Simples, Lucro Presumido etc.);
- Incidência de substituição tributária;
- Venda em marketplaces;
Um CNAE mal escolhido pode impedir o enquadramento no Simples Nacional ou gerar recolhimento incorreto de impostos.
Como escolher o CNAE ideal para o seu e-commerce?
A escolha do CNAE deve começar pelo mapeamento completo da sua operação. Não basta saber que você “vende online”. É preciso entender exatamente o que está sendo vendido e como essa venda acontece. Pergunte-se:
- O produto é físico ou digital?
- Há incidência de ICMS ou ISS?
- Existe substituição tributária para esse tipo de mercadoria?
- Você venderá para outros estados?
- Pretende atuar como MEI ou já será uma empresa maior?
Muitos empreendedores escolhem o CNAE apenas pelo nome mais parecido na lista oficial. Esse é um erro comum. A descrição detalhada da atividade é o que realmente define o enquadramento correto, e pequenas diferenças no texto podem significar mudanças relevantes na tributação.
É justamente aqui que o apoio de um contador faz diferença. Um profissional contábil não só identifica o código correto, mas também:
- Analisa se o CNAE permite enquadramento no Simples Nacional;
- Avalia impacto de ICMS-ST em vendas interestaduais;
- Sugere CNAEs secundários, caso você venda categorias diferentes;
- Planeja o crescimento futuro para evitar necessidade de alteração logo no primeiro ano.
Em vez de escolher o CNAE apenas para “abrir a empresa”, o contador ajuda a escolher o CNAE pensando na sustentabilidade fiscal do e-commerce. Essa visão preventiva evita retrabalho, multas e pagamento indevido de impostos no futuro.
A importância da escolha do CNAE adequado
O CNAE não é apenas um código cadastral. Ele define como o governo enxerga a sua empresa, e isso impacta diretamente a forma como você será tributado.
No e-commerce, essa escolha é ainda mais sensível porque a operação pode envolver vendas interestaduais, produtos sujeitos à substituição tributária, marketplaces e até categorias diferentes dentro da mesma loja.
Um CNAE adequado garante que:
- A empresa pague os impostos corretos, nem a mais nem a menos;
- O enquadramento no Simples Nacional seja possível (quando aplicável);
- A emissão de notas fiscais ocorra sem bloqueios;
- As obrigações acessórias estejam alinhadas à atividade real.
Já um CNAE escolhido de forma genérica ou imprecisa pode gerar recolhimento incorreto de ICMS ou ISS, desenquadramento tributário e até questionamentos fiscais.
Em outras palavras, o CNAE é a base da estrutura tributária do seu e-commerce. Escolher corretamente desde o início significa evitar ajustes complexos e custos desnecessários no futuro.
O que acontece se errar na escolha do CNAE para ecommerce?
Escolher o CNAE errado pode gerar impactos fiscais reais e imediatos no seu e-commerce.
Quando o código não representa corretamente a atividade exercida, a empresa pode recolher impostos de forma incorreta, pagando mais do que deveria ou, pior, pagando menos e acumulando risco de autuação futura.
Entre as principais consequências estão:
- Recolhimento indevido de ICMS ou ISS;
- Desenquadramento do Simples Nacional;
- Problemas na emissão de notas fiscais;
- Incompatibilidade com exigências de marketplaces;
- Multas e necessidade de retificação de declarações.
Além do impacto financeiro, há também o desgaste operacional. Corrigir o CNAE exige alteração contratual, novo DBE e atualização na Junta Comercial, o que gera custo e tempo perdido.
No e-commerce, onde a margem muitas vezes é apertada e a escala é rápida, um erro estrutural como esse pode comprometer a saúde do negócio.
Por isso, o CNAE deve ser escolhido com base na atividade real e no planejamento tributário — não apenas por aproximação de nome.
Como consultar CNAE?
Consultar o CNAE é mais simples do que parece, mas exige atenção à descrição completa da atividade.
A forma mais segura é acessar a tabela oficial da Classificação Nacional de Atividades Econômicas no site do IBGE ou realizar a busca pelo portal da Receita Federal.
Lá você pode pesquisar por palavras-chave relacionadas ao seu negócio, como “comércio varejista”, “internet”, “cosméticos”, “software”, e encontrar os códigos correspondentes.
O ponto mais importante é não se basear apenas no título do CNAE. Dois códigos podem ter nomes parecidos, mas descrições diferentes e impactos tributários distintos.
Sempre leia a descrição detalhada da atividade para garantir que ela realmente corresponde ao que você faz na prática.
Se ainda houver dúvida, o ideal é validar com um contador antes de formalizar a empresa.
Como alterar o CNAE para ecommerce?
Se você já abriu a empresa e percebeu que o CNAE está incorreto é possível fazer a alteração, mas o processo exige atualização formal. A mudança envolve:
- Alteração do contrato social da empresa;
- Geração de DBE na Receita Federal;
- Registro da alteração na Junta Comercial;
- Atualização das inscrições estadual ou municipal, se necessário.
Depois da alteração também é importante revisar o enquadramento tributário para verificar se houve impacto no regime ou na forma de tributação.
Embora seja um procedimento relativamente comum, alterar o CNAE gera custos e demanda tempo. Por isso, acertar na escolha desde o início evita retrabalho e possíveis inconsistências fiscais.
CNAE para e-commerce: dicas para escolher o ideal e formalizar sua empresa
Na hora de formalizar seu e-commerce, a escolha do CNAE deve ser estratégica, não automática.
Primeiro, defina claramente o que você vende. Produtos físicos e digitais têm tratamentos tributários diferentes, e isso influencia diretamente o código a ser utilizado.
Depois, considere o modelo de operação. Se você vende para outros estados, trabalha com marketplace ou comercializa produtos sujeitos à substituição tributária, esses fatores precisam entrar na análise.
Também vale pensar no crescimento. Se existe a intenção de ampliar o mix de produtos no futuro, pode ser necessário incluir CNAEs secundários desde o início para evitar alterações frequentes.
Por fim, não escolha apenas com base em exemplos da internet ou no que “parece mais próximo”. O CNAE é a base da estrutura fiscal do seu e-commerce. Uma escolha bem feita garante regularidade, segurança e previsibilidade tributária desde o primeiro dia de operação.
Saiba como a contabilidade online pode ajudar
Escolher CNAE para ecommerce influencia impostos, emissão de notas e regularidade fiscal. Uma contabilidade especializada pode:
- Simular cenários tributários;
- Verificar enquadramento no Simples;
- Avaliar impacto de vendas interestaduais;
- Ajustar CNAEs secundários quando necessário.
Isso evita erros que podem custar caro no futuro. É uma etapa técnica, mas decisiva. O código certo garante enquadramento adequado, evita problemas fiscais e contribui para a saúde financeira da empresa.
Antes de formalizar sua loja virtual, analise seu modelo de negócio com cuidado e conte com apoio contábil para fazer a escolha correta desde o início.
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FAQ – CNAE para ecommerce
Qual é a diferença entre CNAE para ecommerce e para dropshipping?
No dropshipping, apesar de a mercadoria não passar fisicamente pelo vendedor, a atividade continua sendo considerada comércio.
O CNAE costuma ser semelhante ao de comércio varejista pela internet, mas é importante avaliar o modelo contratual e a responsabilidade pela nota fiscal.
Como o CNAE afeta as obrigações fiscais?
O CNAE influencia quais impostos incidem (ICMS ou ISS), se há substituição tributária, se a empresa pode optar pelo Simples Nacional e quais declarações precisam ser entregues. Uma escolha incorreta pode alterar completamente a carga tributária do negócio.