Escrito por: Rafael Caribé, CEO, Agilize
Principais lições deste artigo
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Separar contas pessoais e empresariais e definir um pró-labore fixo reduz a confusão financeira.
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Registrar todas as entradas e saídas com categorias fixas, variáveis e tributárias aumenta a clareza sobre o lucro real.
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Reservar o DAS desde o primeiro recebimento garante pagamento pontual e reduz o risco de multas.
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Ajustar o fluxo de caixa para vendas a prazo ajuda a enfrentar o fim do regime de caixa em 2027.
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Contar com a Agilize Contabilidade libera tempo para focar no crescimento do negócio: conte com a Agilize Contabilidade para cuidar da sua contabilidade.
Pré-requisitos e visão geral do passo a passo
Ter alguns dados organizados facilita o planejamento financeiro.
Antes de começar, tenha em mãos:
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CNPJ ativo e acesso ao Portal do Simples Nacional para acessar o PGDAS-D.
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Extratos bancários da conta da empresa.
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Notas fiscais emitidas no período.
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Informações sobre folha de pagamento e pró-labore.
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Informação sobre o anexo do Simples Nacional em que a empresa se enquadra.
Cada etapa do passo a passo parte do princípio de que esses documentos já estão disponíveis.
Os 5 passos deste guia:
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Separar as contas e definir o pró-labore.
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Registrar entradas e saídas com categorias.
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Reservar o DAS desde o primeiro recebimento.
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Preparar o negócio para o fim do regime de caixa em 2027.
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Montar e acompanhar um fluxo de caixa simples.
O primeiro passo começa pela separação das contas. O controle diário do caixa pode e deve ser feito pelo próprio empreendedor. Já a apuração do PGDAS-D, o cálculo do Fator R, quando aplicável ao CNAE, e a entrega de obrigações acessórias exigem um contador. Para ME e EPP, ter um contador é obrigatório por lei. A Agilize Contabilidade cuida da burocracia contábil para que o empreendedor foque na estratégia do negócio.
Fale com um especialista da Agilize Contabilidade sobre o planejamento financeiro da sua empresa.
Passo a passo para um planejamento financeiro Simples Nacional eficiente
Passo 1: separar as contas e definir o pró-labore
Objetivo: criar a base da organização financeira, separando o dinheiro da empresa do dinheiro pessoal e definindo uma remuneração fixa e sustentável para o sócio.
Ações:
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Abrir uma conta bancária exclusiva para o CNPJ, se ainda não existir.
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Definir um valor de pró-labore que caiba no faturamento mensal sem comprometer o capital de giro.
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Programar uma transferência mensal fixa do pró-labore para a conta pessoal, tratando esse valor como um salário.
Resultado esperado: fim da mistura entre contas pessoais e empresariais. Periodicidade: mensal. A conciliação bancária da Agilize Contabilidade ajuda a manter essa organização de forma automática.
Passo 2: registrar entradas e saídas com categorias fixas, variáveis e tributárias
Objetivo: ter clareza sobre para onde o dinheiro vai e quanto a empresa realmente lucra.
Ações:
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Criar um sistema de registro, com planilha ou software de gestão financeira.
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Definir categorias claras: fixas (aluguel, internet, softwares, salários), variáveis (matéria-prima, comissões, marketing) e tributárias (DAS, INSS sobre pró-labore, taxas).
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Registrar cada transação diariamente ou, no mínimo, semanalmente.
Resultado esperado: visibilidade sobre o fluxo de caixa. Periodicidade: diária ou semanal.

Dicas práticas: categorias padronizadas funcionam melhor quando os lançamentos são revisados toda semana. Por isso, vale programar um lembrete recorrente. O erro mais comum é deixar pequenas despesas de fora, o que distorce o lucro real. Em meses de faturamento mais alto, ajustar as despesas variáveis na mesma proporção ajuda a não comprometer o caixa.
Passo 3: reservar o DAS desde o primeiro recebimento
Objetivo: garantir que o imposto fique sempre provisionado e reduzir apertos no caixa e multas por atraso.
Ações:
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Entender o que é o PGDAS-D. Essa é a declaração mensal em que o empreendedor informa o faturamento e calcula o imposto devido. O Portal do Simples Nacional informa que o prazo para entrega do PGDAS-D e pagamento do DAS é o dia 20 do mês subsequente ao período de apuração.
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Calcular a reserva mensal aplicando a alíquota efetiva do anexo da empresa sobre o faturamento do mês. A alíquota efetiva é calculada pela fórmula: [(RBT12 × alíquota nominal) − parcela a deduzir] ÷ RBT12, conforme a Lei Complementar 123/2006.
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Separar esse valor assim que o recebimento entrar, de preferência em uma conta ou “cofrinho” digital exclusivo para o imposto.
Resultado esperado: DAS pago em dia, com menos surpresas. Periodicidade: mensal. Em caso de atraso, a multa é de 0,33% ao dia, limitada a 20% do valor devido. A Agilize Contabilidade faz a apuração e a previsão de impostos de forma automática.

Fale com um especialista da Agilize Contabilidade sobre a reserva do DAS no seu fluxo de caixa.
Passo 4: preparar o negócio para o fim do regime de caixa em 2027
Objetivo: antecipar o impacto da mudança na apuração dos impostos e ajustar o fluxo de caixa para reduzir riscos.
Reservar o DAS funciona bem hoje porque o imposto acompanha o recebimento. A partir de 2027, o imposto passa a seguir o faturamento, o que exige mais capital de giro.
Ações:
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Entender a diferença entre os regimes. No regime de caixa, vigente até 31/12/2026, o imposto é pago quando o dinheiro entra. A partir de 1º de janeiro de 2027, o regime de competência passa a ser obrigatório, e o imposto passa a ser devido quando a venda é faturada, independentemente do recebimento.
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Observar o impacto prático. Uma venda parcelada em 3 vezes feita em dezembro de 2026 terá o imposto sobre o valor total reconhecido no momento do faturamento, em dezembro de 2026. As parcelas entram depois, mas o imposto já terá sido apurado com base no faturamento, pois o regime de caixa deixa de ser admitido a partir de 1º de janeiro de 2027.
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Analisar o capital de giro e planejar recursos para pagar o DAS antes de receber dos clientes, principalmente em vendas a prazo.
Resultado esperado: transição planejada, com menor impacto negativo no caixa. Periodicidade: planejamento anual. A Agilize Contabilidade orienta essa transição, incluindo a análise dos impactos da mudança sobre o fluxo de caixa de cada empresa.
Passo 5: montar um fluxo de caixa simples para o Simples Nacional
Objetivo: ter uma visão projetada do futuro financeiro da empresa para apoiar decisões.
Ações:
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Criar uma planilha mensal com estas linhas:
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faturamento (receita bruta de vendas e serviços)
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menos DAS (imposto reservado)
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menos folha e pró-labore (salários e remuneração dos sócios)
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menos despesas fixas (aluguel, softwares etc.)
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menos despesas variáveis (matéria-prima, comissões etc.)
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igual a saldo projetado (o que sobra ou falta)
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Preencher a planilha com os dados reais e projetar os próximos meses.
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Acompanhar semanalmente para ajustar as previsões.
Resultado esperado: previsibilidade financeira e maior controle. Periodicidade: mensal para preenchimento e semanal para acompanhamento. A plataforma da Agilize Contabilidade oferece painel financeiro com integração bancária para facilitar esse acompanhamento.

Como saber se o planejamento financeiro está funcionando
Um bom planejamento aparece na rotina. Contas separadas, pró-labore definido, DAS reservado e pago em dia, fluxo de caixa atualizado mensalmente, previsão de impostos alinhada ao PGDAS-D e preparação concreta para o regime de competência em 2027 indicam que o processo está no caminho certo.
Para acompanhar esses indicadores, vale fazer revisão semanal do caixa, conferir mensalmente o extrato do PGDAS-D, acompanhar o saldo projetado e, quando aplicável ao CNAE, monitorar o Fator R com o contador.
Sinais de alerta incluem atraso no DAS, mistura de contas pessoais e empresariais, falta de reserva para impostos e surpresa com o valor do DAS no dia 20.
Dicas avançadas e próximos passos no Simples Nacional
Quando esses sinais de alerta não aparecem na rotina, o próximo nível é automatizar e antecipar decisões.
Para empreendedores que já dominam o básico, os próximos passos incluem:
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Automatizar a reserva do DAS com transferência programada assim que o faturamento entrar.
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Usar o Fator R para prever a alíquota em serviços dos Anexos III e V. O cálculo compara a folha de pagamento dos últimos 12 meses com a receita bruta do mesmo período. Quando o resultado é igual ou superior a 28%, a empresa é tributada pelo Anexo III, com alíquotas a partir de 6%. Caso contrário, a tributação ocorre pelo Anexo V, com alíquotas a partir de 15,5%. O contador faz esse cálculo mês a mês.
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Revisar o pró-labore periodicamente, principalmente quando a folha impacta o Fator R.
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Planejar o capital de giro para a transição ao regime de competência, que passa a ser obrigatório em 2027.
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Entender os anexos do Simples Nacional e avaliar se o enquadramento atual da empresa está adequado.
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Avaliar a diferença entre Simples Nacional e Lucro Presumido conforme o negócio cresce.
A Agilize Contabilidade cuida da contabilidade da empresa, incluindo apuração de impostos, obrigações acessórias, folha de pagamento e Fator R automático, para que o empreendedor foque na estratégia do negócio.
Veja como a Agilize Contabilidade automatiza o Fator R e a apuração de impostos.
Perguntas frequentes sobre planejamento financeiro no Simples Nacional
Quais são as rotinas fiscais do Simples Nacional?
As principais rotinas incluem a apuração mensal no PGDAS-D, o pagamento do DAS até o dia 20 do mês seguinte ao período de apuração, a emissão de notas fiscais, a prestação anual de informações socioeconômicas e fiscais diretamente no PGDAS-D, entre janeiro e março, e o acompanhamento do Fator R, quando aplicável ao CNAE da empresa. Empresas que ultrapassam o sublimite de R$ 3,6 milhões de receita bruta anual passam a recolher ICMS e ISS fora do DAS, em guias próprias.
Como reservar o DAS no fluxo de caixa?
A reserva segue a alíquota efetiva do anexo da empresa, calculada pela fórmula apresentada no Passo 3. O ideal é separar o valor assim que o recebimento entrar, de preferência em uma conta ou “cofrinho” digital exclusivo para o imposto. O contador apura o valor exato mensalmente no PGDAS-D.
O que muda no Simples Nacional em 2027?
A principal mudança é o fim do regime de caixa. A partir de 1º de janeiro de 2027, a base de cálculo do Simples Nacional passa a ser reconhecida no momento do faturamento, na emissão da nota fiscal. O DAS continua sendo apurado e pago mensalmente, mas o imposto passa a ser devido antes de o dinheiro entrar no caixa. Isso impacta de forma direta empresas que vendem a prazo ou parcelam recebimentos, pois o imposto precisará ser pago antes do recebimento do cliente. Além disso, a CBS e o IBS passam a integrar o Simples Nacional em substituição ao PIS e à Cofins, com novas regras de apuração e possibilidade de opção pelo chamado “Simples Nacional híbrido”.
Qual a diferença entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real?
O Simples Nacional atende ME, com faturamento de até R$ 360 mil por ano, e EPP, com unificação de até oito tributos em uma única guia. O Lucro Presumido e o Lucro Real atendem empresas que não se enquadram ou não optam pelo Simples. Esses regimes têm regras de tributação mais complexas, com carga que costuma variar entre 13% e 17% no Lucro Presumido, dependendo do ISS municipal, enquanto o Lucro Real calcula os tributos sobre o lucro efetivo.
Posso fazer o planejamento financeiro sozinho ou preciso de um contador?
O empreendedor pode e deve fazer o controle diário do caixa. Para ME e EPP, porém, ter um contador é obrigatório por lei. O contador é essencial para a apuração correta dos impostos no PGDAS-D, o cálculo do Fator R, quando aplicável, e a entrega das obrigações acessórias. Tentar fazer essa parte sem suporte especializado aumenta o risco de erros, multas e irregularidades fiscais.
Conclusão: organize o caixa e foque no crescimento
Separar as contas, definir o pró-labore, registrar entradas e saídas com categorias, reservar o DAS desde o primeiro recebimento, preparar o negócio para o regime de competência em 2027 e manter o fluxo de caixa atualizado formam um ciclo completo de organização financeira. Cada etapa se conecta a uma obrigação real do Simples Nacional.
Dominar esse planejamento traz mais clareza sobre o lucro, previsibilidade de impostos, menor risco de multas e mais tempo para crescer. A Agilize Contabilidade cuida da contabilidade da empresa, da apuração do PGDAS-D à previsão de impostos, do Fator R automático à conciliação bancária, para que o empreendedor foque na estratégia do negócio.
Organize seu caixa com a Agilize Contabilidade e foque no crescimento da sua empresa.