Escrito por: Rafael Caribé, CEO, Agilize
Principais lições deste artigo
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O Fator R é o índice que define se o médico com CNPJ no Simples Nacional fica no Anexo III, com alíquota inicial de 6%, ou no Anexo V, com alíquota inicial de 15,5%. A Receita Federal calcula esse enquadramento automaticamente todo mês.
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Para atingir 28% de Fator R e pagar menos imposto, o pró-labore mensal precisa corresponder, somado à folha e encargos, a pelo menos 28% da receita bruta acumulada dos últimos 12 meses.
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A diferença entre os anexos pode ultrapassar R$ 29 mil por ano em impostos desnecessários para um médico que fatura R$ 30 mil mensais.
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Erros como não registrar pró-labore ou não monitorar o Fator R mensalmente levam automaticamente à tributação mais alta, sem possibilidade de correção retroativa simples.
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Para revisar seu Fator R e garantir o enquadramento correto, fale com um especialista da Agilize Contabilidade.
1. Por que o Fator R define quanto você paga de imposto?
Se você é médico com CNPJ no Simples Nacional, a diferença entre pagar perto de 6% ou mais de 15% de imposto não é uma escolha direta. Essa diferença é consequência de como você estrutura o pró-labore e a folha de pagamento ao longo de 12 meses.
O Fator R é o índice que a Receita Federal usa para decidir automaticamente, mês a mês, em qual anexo sua empresa será tributada. Um Fator R igual ou superior a 28% mantém o CNPJ médico no Anexo III. Um Fator R abaixo de 28% leva o CNPJ para o Anexo V.
Entender esse índice, calcular corretamente e acompanhar a evolução ao longo do ano é o que permite reduzir a carga tributária sem correr riscos com o fisco.
2. O que é Fator R?
O Fator R é o índice que compara a folha de pagamento acumulada dos últimos 12 meses, incluindo pró-labore e encargos, com a receita bruta do mesmo período. Quando esse percentual atinge ou supera 28%, a empresa é tributada pelo Anexo III do Simples Nacional, com alíquota inicial de 6%.
A fórmula é: Fator R = (folha de salários + pró-labore + encargos dos últimos 12 meses) ÷ (receita bruta dos últimos 12 meses) × 100.
Compõem a folha para fins de Fator R: pró-labore, salários e encargos sociais. Não entram na conta aluguéis, distribuição de lucros e estagiários.
3. Quanto paga de imposto um médico que fatura R$ 30 mil por mês?
O Fator R impacta diretamente o valor do DAS que o médico paga todo mês. A tabela abaixo mostra, para diferentes faixas de faturamento mensal, o pró-labore mínimo necessário para atingir 28% de Fator R e a alíquota efetiva estimada no Anexo III em comparação com o Anexo V.
Os valores de DAS são estimativas com base nas tabelas vigentes do Simples Nacional e em dados das fontes citadas. O ponto central é que, quanto maior o faturamento, maior a diferença em reais entre os dois anexos, enquanto o pró-labore necessário para manter o Anexo III também cresce de forma proporcional. Veja os números:
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Faturamento mensal |
Pró-labore mínimo (28%) |
DAS estimado, Anexo III |
DAS estimado, Anexo V |
|---|---|---|---|
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R$ 15.000 |
~R$ 900 |
~R$ 2.325 |
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R$ 20.000 |
R$ 5.600 |
~R$ 1.200 |
~R$ 3.100 |
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R$ 30.000 |
R$ 8.400 |
~R$ 1.800 |
~R$ 4.650 |
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R$ 50.000 |
R$ 14.000 |
~R$ 3.500 |
~R$ 7.750 |
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R$ 80.000 |
R$ 22.400 |
~R$ 7.200 |
~R$ 12.400 |
Fonte dos dados de DAS: contabilidade.com e hopecont.com. Os valores de DAS são estimativas e não incluem INSS sobre pró-labore nem IRPF, que devem ser simulados individualmente.
A diferença entre Anexo III e Anexo V pode representar mais de R$ 2.800 por mês em impostos desnecessários, apenas por não ter o pró-labore calibrado corretamente.
Descubra qual pró-labore mantém você no Anexo III sem pagar INSS desnecessário, fale com um especialista da Agilize Contabilidade.
4. Fator R abaixo de 28%: exemplo prático para médico
Aplicar a fórmula do Fator R em um caso real ajuda a visualizar o impacto no imposto. Veja um exemplo passo a passo para um médico sem funcionários CLT, com faturamento de R$ 30.000 por mês.
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Receita bruta acumulada (RBT12): R$ 30.000 × 12 = R$ 360.000.
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Folha mínima necessária (FS12): R$ 360.000 × 28% = R$ 100.800.
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Pró-labore mensal necessário: R$ 100.800 ÷ 12 = R$ 8.400.
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Fator R resultante: R$ 100.800 ÷ R$ 360.000 × 100 = 28%, enquadramento no Anexo III, com alíquota efetiva de aproximadamente 8,60%.
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Sem o pró-labore adequado: Fator R abaixo de 28%, enquadramento no Anexo V, com alíquota efetiva de aproximadamente 16,75%. Nesse cenário, o médico paga a diferença calculada na seção anterior, mais de R$ 29 mil por ano em impostos evitáveis.
O INSS sobre o pró-labore de R$ 8.400 é de 11%, ou R$ 924, recolhido separadamente via DARF previdenciário, com vencimento até o dia 20 do mês seguinte. Mesmo com esse custo adicional, a economia no DAS supera amplamente o encargo previdenciário na maioria dos cenários até R$ 50.000 por mês.
Para empresas com menos de 12 meses de atividade, o cálculo usa a média mensal de receita até a data, multiplicada por 12, como denominador.
5. Comparação entre Simples Nacional e Lucro Presumido
O Lucro Presumido pode ser vantajoso em alguns níveis de faturamento, mesmo sem exigência de Fator R. A carga tributária para serviços médicos costuma variar entre 13,33% e 16,33%, somando IRPJ de 15%, CSLL de 9%, PIS de 0,65%, Cofins de 3% e ISS municipal entre 2% e 5%, com base de cálculo presumida de 32% da receita bruta.
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Faturamento mensal |
Simples Nacional, Anexo III (Fator R ≥ 28%) |
Lucro Presumido (estimativa) |
|---|---|---|
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Até R$ 20.000 |
~13% a 16,5% |
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R$ 20.000 a R$ 30.000 |
~13% a 16,5% |
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R$ 30.000 a R$ 50.000 |
~13% a 16,5% |
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Acima de R$ 50.000 |
~13% a 16,5% |
A partir de 2026, a distribuição de lucros acima de R$ 50.000 por mês da mesma empresa para o mesmo sócio passa a ter retenção de 10% de IRRF sobre o valor total. Essa mudança reduz parte da vantagem de manter pró-labore muito baixo no Lucro Presumido. A escolha entre regimes exige simulação individualizada com contador.
6. Erros comuns que fazem o médico pagar mais imposto
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Não registrar pró-labore ou registrar abaixo do mínimo: todo sócio ativo deve receber ao menos o salário mínimo vigente, R$ 1.621 em 2026, como pró-labore. Pró-labore zero expõe a empresa a autuações retroativas de INSS e pode resultar em perda de benefícios previdenciários.
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Não monitorar o Fator R mensalmente: o índice usa uma janela móvel de 12 meses. Uma queda de receita ou um mês sem pró-labore adequado pode derrubar o Fator R abaixo de 28% e migrar a empresa para o Anexo V na mesma competência.
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Confundir os anexos do Simples Nacional: médicos não escolhem o anexo. O sistema define o anexo automaticamente com base no Fator R de cada mês. Não existe opção de migração manual entre Anexo III e Anexo V.
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Incluir itens que não compõem a folha: aluguéis de equipamentos, distribuição de lucros e pagamentos a estagiários não entram no numerador do Fator R e não ajudam a atingir os 28%.
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Atrasar obrigações fiscais e acessórias: o DAS em atraso acumula multa de 0,33% ao dia, limitada a 20% do valor devido, além de juros Selic.
7. Boas práticas para manter o Fator R em dia
Para manter o Fator R acima de 28% de forma consistente, vale seguir uma rotina simples de controle mensal.
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Primeiro, garantir a base de cálculo: emitir notas fiscais corretamente e no prazo para que a receita bruta declarada reflita a realidade e não gere inconsistências no cálculo do Fator R.
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Em seguida, monitorar o índice: acompanhar mensalmente a relação entre folha acumulada e receita acumulada dos últimos 12 meses antes de fechar a competência no PGDAS-D.
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Ajustar o pró-labore quando necessário: definir o pró-labore com base na média de faturamento dos últimos 12 meses e ajustar sempre que houver variação relevante de receita.
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Manter o INSS em dia: recolher o INSS sobre o pró-labore via DARF previdenciário até o dia 20 do mês seguinte, separadamente do DAS.
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Rever o enquadramento após mudanças na equipe: revisar o Fator R sempre que contratar ou demitir funcionários CLT, porque salários e encargos desses colaboradores também compõem a folha do índice.
Não deixe o Fator R cair por falta de acompanhamento, peça uma revisão completa com a Agilize Contabilidade.
8. Como a Agilize Contabilidade automatiza o Fator R?
A Agilize Contabilidade é a primeira contabilidade online do Brasil, fundada em 2013, e atende mais de 50 mil empreendedores em todo o país. Para médicos com CNPJ no Simples Nacional, a plataforma oferece o Fator R automático. O sistema calcula o índice a cada competência, cruza folha e receita dos últimos 12 meses e sinaliza quando o pró-labore precisa de ajuste para manter o Anexo III.

Além do Fator R automático, a contabilidade online da Agilize Contabilidade cuida de todas as obrigações fiscais e acessórias do CNPJ médico:

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Apuração e geração do DAS mensal.
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Escrituração contábil completa, obrigatória por lei para ME e EPP.
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Entrega de declarações e obrigações fiscais nos prazos corretos.
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Previsão de impostos com visibilidade em tempo real no painel da plataforma.
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Emissão, importação e cancelamento de notas fiscais de serviço.
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Gestão de folha de pagamento e RH integrada.
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Conciliação bancária para organização financeira da empresa.
O médico acessa tudo pelo painel online, sem depender de e-mails soltos ou planilhas manuais. O atendimento é feito por especialistas contábeis registrados no CRC, das 8h às 18h, via chat, e-mail e WhatsApp, com tempo de primeiro contato inferior a 10 minutos. A Agilize Contabilidade tem selo RA1000 no Reclame Aqui.

Para quem ainda não tem CNPJ, a abertura de empresa tem isenção de honorários no plano anual e é 100% online em todos os estados brasileiros. Para quem já tem contador, a troca é feita pela Agilize Contabilidade sem burocracia para o médico.
9. Perguntas frequentes sobre Simples Nacional para médicos
Médico pode ser MEI?
Não. Medicina é uma profissão regulamentada que exige diploma de ensino superior e registro no CRM. Por isso, médicos não podem abrir CNPJ como MEI. A estrutura correta é a microempresa, ME, ou empresa de pequeno porte, EPP, com contabilidade obrigatória por lei.
O que acontece se o Fator R cair abaixo de 28%?
Quando o Fator R fica abaixo de 28%, a empresa é enquadrada automaticamente no Anexo V do Simples Nacional para aquela competência, com alíquota inicial de 15,5% em vez de 6%. O Fator R não é uma opção que o médico escolhe. O sistema recalcula o índice todo mês com base nos últimos 12 meses de folha e receita. Por isso, o monitoramento mensal é indispensável.
O pró-labore entra no cálculo do Fator R mesmo sem funcionários CLT?
Sim. Para médicos que atuam sozinhos, sem empregados registrados, o pró-labore do sócio, desde que devidamente registrado e com INSS recolhido, compõe o numerador do Fator R. Esse valor é a principal ferramenta disponível para atingir os 28% e garantir o Anexo III.
A partir de qual faturamento vale mais a pena migrar para o Lucro Presumido?
Não existe um valor fixo universal. A decisão depende do Fator R efetivo, da estrutura de pró-labore, da alíquota de ISS do município e da distribuição de lucros. Em geral, para faturamentos mensais acima de R$ 30.000, a comparação entre os dois regimes exige simulação individualizada com contador. A Agilize Contabilidade atende empresas tanto no Simples Nacional quanto no Lucro Presumido.
Quais obrigações fiscais um CNPJ médico tem além do DAS?
Além do DAS mensal, o CNPJ médico no Simples Nacional deve recolher o INSS sobre o pró-labore separadamente, via DARF previdenciário até o dia 20 do mês seguinte, manter escrituração contábil regular, entregar declarações obrigatórias nos prazos legais e emitir notas fiscais de serviço conforme a legislação municipal. Todas essas obrigações são gerenciadas pela Agilize Contabilidade dentro do plano contratado.
10. Conclusão
Em 2026, o Fator R é o principal determinante do quanto um CNPJ médico paga de imposto no Simples Nacional. Manter a folha de pagamento, incluindo pró-labore, em pelo menos 28% da receita bruta dos últimos 12 meses é a condição para permanecer no Anexo III com alíquota inicial de 6%, em vez de 15,5% no Anexo V. Como demonstrado na seção 3, a diferença pode ultrapassar R$ 29 mil anuais para faturamentos de R$ 30 mil mensais.
Calcular o Fator R corretamente exige acompanhamento mensal da janela de 12 meses, registro adequado do pró-labore e recolhimento do INSS no prazo. Qualquer erro nessa cadeia pode custar meses de tributação no anexo errado, sem possibilidade de correção retroativa simples.
A Agilize Contabilidade cuida dessa rotina contábil para que o médico foque no atendimento aos pacientes e no crescimento do consultório.
Pare de pagar imposto no anexo errado, comece a otimizar seu CNPJ médico com a Agilize Contabilidade.