Enquadramento correto na tabela do Simples Nacional 2026

Enquadramento no Simples Nacional: como definir o correto

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Escrito por: Rafael Caribé, CEO, Agilize | Última atualização: 2 de julho de 2026

Principais lições deste artigo

  • O enquadramento correto no Simples Nacional depende do CNAE principal, da RBT12 e, quando aplicável, do Fator R.

  • Calcular a alíquota efetiva, e não apenas a nominal, evita pagamentos incorretos do DAS.

  • Recalcular o Fator R todo mês é obrigatório. Quando o índice é igual ou maior que 28%, a empresa passa para o Anexo III e reduz a carga tributária.

  • Empresas com múltiplos CNAEs ou em crescimento precisam de acompanhamento contínuo para reduzir o risco de autuações e multas.

  • Para garantir o enquadramento correto e o cálculo automático do Fator R, conte com a Agilize Contabilidade.

Pré-requisitos e visão geral

Reunir alguns dados antes de começar torna o processo mais rápido e seguro.

Tenha em mãos:

  • CNAE principal e CNAEs secundários da empresa

  • Faturamento dos últimos 12 meses, a RBT12

  • Folha de pagamento dos últimos 12 meses, incluindo pró-labore e salários

  • Contrato social ou requerimento de empresário atualizado

O fluxo macro para definir o enquadramento correto segue estas etapas:

  1. Identificar o CNAE principal e verificar a qual anexo ele pertence

  2. Calcular a RBT12

  3. Verificar se o CNAE exige o cálculo do Fator R

  4. Calcular a alíquota efetiva

  5. Confirmar o enquadramento no DAS

  6. Monitorar mensalmente e ajustar quando necessário

O contador é obrigatório para ME e EPP. A legislação empresarial exige escrituração contábil regular, e qualquer erro no enquadramento continua sendo responsabilidade da empresa perante o Fisco.

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Tutorial passo a passo

Passo 1: identifique o CNAE e mapeie o anexo correspondente

O CNAE, Classificação Nacional de Atividades Econômicas, é o ponto de partida do enquadramento. Cada código de atividade está vinculado a um dos cinco anexos do Simples Nacional:

  • Anexo I: comércio em geral

  • Anexo II: indústria e atividades industriais

  • Anexo III: serviços em geral, com alíquotas menores

  • Anexo IV: serviços específicos com contribuição previdenciária patronal separada

  • Anexo V: serviços de natureza intelectual, como programação, advocacia e engenharia

Consultar a Lei Complementar 123/2006 e o portal do Simples Nacional na Receita Federal ajuda a confirmar em qual anexo o CNAE se enquadra. O contador faz esse mapeamento com precisão e reduz o risco de erro.

Passo 2: calcule a RBT12

Calcular a RBT12 significa somar a receita bruta dos 12 meses anteriores ao período de apuração. Esse valor define a faixa da tabela do anexo e influencia diretamente a alíquota nominal aplicada.

O resultado esperado é um valor em reais que será usado para identificar a faixa de tributação e para calcular a alíquota efetiva. Antes de usar esse valor na tabela do anexo, é preciso verificar se o Fator R pode alterar o anexo aplicável.

Passo 3: verifique se o Fator R se aplica

O Fator R se aplica apenas a empresas cujo CNAE está sujeito à regra, em geral atividades que podem transitar entre o Anexo III e o Anexo V. Essa regra não vale para comércio do Anexo I, indústria do Anexo II nem para o Anexo IV.

A fórmula é direta. Divida a folha de pagamento acumulada dos últimos 12 meses, incluindo pró-labore e encargos, pela RBT12. Se o resultado for igual ou superior a 28%, a empresa é tributada pelo Anexo III. Se for inferior a 28%, aplica-se o Anexo V, que tem alíquotas mais altas.

O Fator R é recalculado todo mês, de forma automática pelo sistema. Ele não é uma escolha do empresário. O índice define o anexo correto a cada período de apuração com base nos dados reais da empresa.

Dica prática: aumentar o pró-labore dos sócios pode elevar o Fator R e fazer a empresa passar do Anexo V para o Anexo III, o que reduz a carga tributária. Como essa mudança aumenta o recolhimento de INSS sobre o pró-labore, o contador precisa avaliar se a economia em tributos compensa o custo previdenciário maior.

Erro comum: ignorar o Fator R e assumir que o CNAE define o anexo de forma permanente. O anexo pode mudar todo mês conforme a relação entre folha e faturamento.

Passo 4: calcule a alíquota efetiva

Calcular a alíquota efetiva evita distorções no valor do DAS. Essa alíquota não é a alíquota nominal da tabela.

A fórmula é:

Alíquota efetiva = [(RBT12 × alíquota nominal) − parcela a deduzir] ÷ RBT12

Cada faixa de cada anexo tem uma alíquota nominal e uma parcela a deduzir definidas em lei. O resultado da fórmula é a alíquota real que incide sobre o faturamento do mês. Usar a alíquota nominal diretamente no faturamento gera pagamento incorreto do DAS.

Solução de problemas: se o DAS gerado parecer muito alto ou muito baixo em relação ao faturamento, revise a RBT12 usada e confirme se a parcela a deduzir foi aplicada de forma correta.

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Passo 5: confirme o enquadramento no DAS e verifique CBS/IBS

Confirmar o enquadramento no DAS fecha o ciclo do cálculo mensal. Com o anexo e a alíquota efetiva definidos, o portal do Simples Nacional gera o DAS.

Antes de pagar, confira se o documento mostra o anexo correto e se o valor está dentro do esperado. Em 2026, empresas no Simples Nacional têm tratamento diferenciado em relação à CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços, e ao IBS, Imposto sobre Bens e Serviços, tributos criados pela Reforma Tributária. Empresas optantes pelo Simples Nacional não estão isentas de CBS e IBS, mas seguem regras específicas de recolhimento, que o contador deve acompanhar de perto.

Como saber se deu certo?

Alguns sinais objetivos mostram se o enquadramento está correto.

  • O DAS gerado reflete o anexo correto conforme o CNAE e o Fator R do período

  • A alíquota efetiva está dentro da faixa esperada para a RBT12 da empresa

  • Não há pendências ou notificações no portal do Simples Nacional

  • As certidões negativas de débito estão em dia

O acompanhamento precisa ser mensal, porque o Fator R e a RBT12 mudam a cada período. Sinais de alerta incluem DAS com valor muito diferente do mês anterior sem variação proporcional no faturamento, notificações da Receita Federal e divergências entre o anexo declarado e o CNAE registrado.

Dicas avançadas e próximos passos

Empresas com múltiplos CNAEs exigem atenção redobrada. Quando a empresa exerce atividades enquadradas em anexos diferentes, a regra geral indica que o CNAE principal define o anexo, mas existem exceções que pedem análise caso a caso. Um contador identifica essas situações e reduz o risco de enquadramento incorreto.

Para empresas em crescimento, projetar o faturamento dos próximos meses ajuda a antecipar mudanças de faixa na tabela e a planejar o impacto tributário com antecedência. Integrar essa projeção com a emissão de notas fiscais e com a gestão da folha de pagamento torna o processo mais preciso.

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Aprofundar o conhecimento em temas correlatos fortalece o controle da rotina fiscal. Entenda em detalhes como funcionam os anexos do Simples Nacional e como o Fator R pode impactar diretamente a carga tributária da empresa.

A Agilize Contabilidade oferece o cálculo automático do Fator R em todos os planos, além de painel contábil com previsão de impostos e emissão de notas fiscais integrada. Esse conjunto de recursos permite que você não precise se preocupar com nenhuma dessas etapas.

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FAQ

O que são os anexos do Simples Nacional?

Os anexos do Simples Nacional são cinco tabelas que classificam as atividades econômicas e definem as alíquotas aplicáveis a cada tipo de empresa. O Anexo I abrange o comércio, o Anexo II a indústria, o Anexo III serviços em geral, o Anexo IV serviços específicos com contribuição previdenciária patronal separada e o Anexo V serviços de natureza intelectual. As alíquotas iniciais variam entre 4% e 15,5%, conforme o anexo e a faixa de faturamento.

O que é o Fator R e quando ele se aplica?

O Fator R é um índice que compara a folha de pagamento acumulada dos últimos 12 meses com a RBT12. Esse índice se aplica apenas a empresas cujo CNAE está sujeito à regra, em geral atividades que podem ficar no Anexo III ou no Anexo V. Quando o Fator R atinge 28% ou mais, a empresa é tributada pelo Anexo III em vez do Anexo V, o que reduz a carga tributária. O cálculo detalhado está explicado no Passo 3 do tutorial.

Qual é a diferença entre alíquota nominal e alíquota efetiva no Simples Nacional?

A alíquota nominal é o percentual indicado na tabela do anexo para cada faixa de faturamento. A alíquota efetiva é o percentual real que incide sobre o faturamento do mês, calculado pela fórmula [(RBT12 × alíquota nominal) − parcela a deduzir] ÷ RBT12. A alíquota efetiva costuma ser menor do que a nominal, porque a parcela a deduzir reduz o valor final. Usar a alíquota nominal diretamente no faturamento leva a pagamento incorreto do DAS.

O que acontece se o enquadramento estiver errado?

Um enquadramento incorreto pode gerar pagamento a menor ou a maior de impostos. A multa por DAS em atraso é de 0,33% ao dia, limitada a 20% do valor devido, e essas porcentagens valem apenas para DAS em atraso. No caso de pagamento a maior, a empresa pode solicitar restituição ou compensação, mas o processo é burocrático e consome tempo. Por isso, o acompanhamento mensal por um contador é a forma mais segura de manter o enquadramento correto.

Como a Agilize Contabilidade ajuda no enquadramento correto?

A Agilize Contabilidade cuida de toda a rotina contábil da empresa, incluindo o mapeamento do CNAE, o cálculo automático do Fator R, a apuração da alíquota efetiva e a geração correta do DAS. O empreendedor acompanha tudo pelo painel contábil em tempo real, com previsão de impostos e alertas de obrigações. O time de especialistas fica disponível para esclarecer dúvidas e ajudar a manter a empresa sempre regular perante o Fisco.

Conclusão

Definir o enquadramento correto na tabela do Simples Nacional envolve quatro elementos que se conectam: CNAE, RBT12, Fator R quando aplicável e cálculo da alíquota efetiva. Cada um desses pontos precisa de revisão mensal, porque qualquer variação no faturamento ou na folha de pagamento pode alterar o anexo e o valor do DAS.

Para ME e EPP, contar com um contador é uma obrigação legal e também a forma mais segura de manter todos esses cálculos corretos mês a mês. A Agilize Contabilidade cuida dessa rotina para que você possa focar no que mais importa: fazer sua empresa crescer.

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