Escrito por: Rafael Caribé, CEO, Agilize | Última atualização: 27 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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Atividades de tecnologia não podem ser MEI. O enquadramento correto é ME ou EPP, com CNAE específico e regime tributário adequado.
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A escolha entre SLU e LTDA impacta a captação de investimento e a estrutura de governança da startup.
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O Fator R define se a empresa paga 6% ou 15,5% de imposto no Simples Nacional. Planejar o pró-labore desde o início reduz o risco de pagar imposto acima do necessário.
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A abertura de ME e EPP exige contador, principalmente na elaboração do contrato social e no registro na Junta Comercial.
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Para abrir seu CNPJ com suporte especializado e isenção de honorários na abertura, fale com a Agilize Contabilidade.
Pré-requisitos e visão geral do fluxo
Reunir documentos e informações antes de iniciar o processo torna a abertura mais rápida e evita retrabalho.
Separe:
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RG e CPF dos sócios ou do único sócio, no caso de SLU
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Comprovante de residência atualizado
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Endereço comercial ou virtual para sede da empresa
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Descrição clara das atividades que a empresa vai exercer
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Definição do capital social inicial
A abertura de uma ME ou EPP de tecnologia costuma seguir seis etapas principais.
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Definir natureza jurídica e CNAE
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Verificar viabilidade e preparar documentos
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Registrar na Junta Comercial e obter o CNPJ
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Inscrever-se no Simples Nacional e avaliar o Inova Simples
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Obter inscrições municipais e alvarás
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Configurar a contabilidade e emitir o primeiro DAS
As etapas 1 e 2 concentram as decisões estratégicas. A partir da elaboração do contrato social, o registro na Junta Comercial e toda a rotina contábil posterior exigem um contador, porque a legislação empresarial exige escrituração contábil regular para ME e EPP.
Tenha o atendimento rápido de um especialista da Agilize Contabilidade.
Passo 1: defina a natureza jurídica e o CNAE ideal
Objetivo
Definir a estrutura societária e o código de atividade econômica que representam o modelo de negócio e a forma de monetização da startup.
Natureza jurídica: SLU ou LTDA?
Startups de tecnologia costumam escolher entre Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) e Sociedade Limitada (LTDA). Veja as diferenças principais:
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Critério |
SLU |
LTDA |
|---|---|---|
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Número de sócios |
Um único sócio |
Dois ou mais sócios |
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Proteção patrimonial |
Responsabilidade limitada |
Responsabilidade limitada |
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Captação de investimento |
Exige conversão para LTDA ao admitir sócios |
Estrutura pronta para entrada de investidores |
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Cláusulas de investidor |
Limitadas enquanto unipessoal |
Permite tag-along, drag-along, vesting e liquidation preference em acordo de sócios |
Startups com co-fundadores ou com plano de captar investimento em prazo curto se beneficiam de abrir como LTDA desde o início. A SLU atende melhor o fundador solo sem perspectiva imediata de entrada de sócios. Em qualquer cenário, um acordo de sócios bem estruturado reforça a governança e transmite segurança a investidores.
CNAE: qual código usar
Atividades de tecnologia exigem enquadramento como ME ou EPP. A escolha do CNAE define o anexo do Simples Nacional e a alíquota inicial.
Veja os CNAEs mais usados por startups de tecnologia:
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Atividade |
CNAE indicado |
Anexo Simples Nacional |
Permite MEI? |
|---|---|---|---|
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Desenvolvimento de software sob encomenda |
6201-5/00 |
Anexo V, ou Anexo III com Fator R ≥ 28% |
Não |
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Licenciamento de software customizável, como ERP ou SaaS adaptável |
6202-3/00 |
Anexo V, ou Anexo III com Fator R ≥ 28% |
Não |
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Software padronizado ou SaaS não customizável |
6203-1/00 |
Anexo V |
Não |
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Consultoria em TI e transformação digital |
6204-0/00 |
Anexo III |
Não |
A escolha do CNAE correto é fundamental porque determina o anexo do Simples Nacional e a alíquota inicial aplicável. Escolher o CNAE errado gera enquadramento tributário incorreto e pode criar problemas com a Receita Federal e com investidores em due diligence. Um contador deve validar essa escolha considerando o modelo de receita real da startup.
Resultado esperado
Natureza jurídica definida, SLU ou LTDA, e CNAE alinhado ao modelo de negócio e à forma de monetização.
Passo 2: verifique viabilidade e prepare documentos
Objetivo
Confirmar que o endereço permite a atividade e organizar toda a documentação antes do registro formal.
Ações
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Acessar o portal Redesim e realizar a consulta de viabilidade de nome e endereço para o CNAE escolhido.
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Verificar se o município aceita endereço residencial, comercial ou de coworking para a atividade de tecnologia.
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Preparar cópias digitalizadas de RG, CPF e comprovante de residência de todos os sócios.
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Definir o capital social e a divisão de cotas no caso de LTDA.
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Elaborar o contrato social com auxílio do contador, documento obrigatório para registro na Junta Comercial.
Resultado esperado
Viabilidade aprovada no Redesim e contrato social pronto para protocolo na Junta Comercial.
Dicas práticas, erros comuns e solução de problemas (passos 1 e 2)
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Erro: abrir como MEI para desenvolvimento de software. Atividades de TI não constam na lista permitida para MEI. Quem já tem MEI em outra atividade e quer migrar para tecnologia precisa fazer o desenquadramento do MEI para ME.
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Erro: usar CNAE de desenvolvimento sob encomenda em uma startup SaaS com produto padronizado. O CNAE deve refletir o modelo de monetização, como venda de licença ou assinatura, e não apenas a atividade técnica.
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Erro: abrir SLU sem planejar a conversão para LTDA. A entrada de co-fundadores ou investidores exige conversão para LTDA, com alteração contratual na Junta Comercial.
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Solução: consultar um contador antes de protocolar qualquer documento. A Agilize Contabilidade cuida dessa etapa de forma integrada.
Passo 3: registre na Junta Comercial e obtenha o CNPJ
Objetivo
Formalizar a existência jurídica da empresa e gerar o CNPJ na Receita Federal.
Ações
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Protocolar o contrato social na Junta Comercial do estado, de forma presencial ou pelo portal digital, quando disponível.
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Aguardar a aprovação da Junta Comercial. Após a aprovação, o CNPJ é emitido automaticamente pela Receita Federal por meio da integração com o Redesim.
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Considerar que o prazo médio de análise varia por estado, mas em vários órgãos, como JUCEA, JUCEC e JUCEPAR, costuma ficar abaixo de 24 horas.
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Guardar o comprovante de inscrição no CNPJ, o cartão CNPJ, e o número de registro na Junta Comercial, o NIRE.
Resultado esperado
CNPJ ativo e empresa registrada na Junta Comercial, com contrato social arquivado.
Passo 4: inscreva-se no Simples Nacional e avalie o Inova Simples
Objetivo
Definir o regime tributário adequado e, quando fizer sentido, avaliar o uso do Inova Simples em fases iniciais.
Simples Nacional para startups de tecnologia
A maior parte das startups de tecnologia enquadradas como ME ou EPP opta pelo Simples Nacional. As atividades de TI ficam nos anexos do Simples Nacional III ou V, de acordo com o CNAE e com o Fator R:
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Situação |
Anexo aplicável |
Alíquota inicial até R$ 180 mil por ano |
|---|---|---|
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Fator R ≥ 28% |
Anexo III |
6% |
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Fator R < 28% |
Anexo V |
15,5% |
O Fator R é calculado mensalmente e define o anexo correto em cada período. Esse indicador compara a folha de pagamento dos últimos 12 meses, incluindo pró-labore dos sócios, com a receita bruta do mesmo período. Quando o Fator R atinge ou supera 28%, atividades que estavam no Anexo V passam para o Anexo III, com redução da alíquota inicial de 15,5% para 6%.
A Agilize Contabilidade calcula o Fator R de forma automática e aplica o anexo correto em cada apuração.

Inova Simples: quando considerar
O Inova Simples, criado pela Lei Complementar nº 167/2019, permite abrir uma Empresa Simples de Inovação de forma digital e gratuita, com CNPJ emitido automaticamente via Redesim. Esse modelo atende bem fases de teste de produto, mas traz pontos de atenção.
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O Inova Simples não tem limite de faturamento anual, diferente do MEI, cujo teto é de R$ 81.000.
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Para empresas abertas via Inova Simples, a opção pelo Simples Nacional precisa ser formalizada no momento da abertura, por meio do módulo MAT implementado em 12/2025.
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O Inova Simples se destina a iniciativas inovadoras em fase de concepção e validação.
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Startups que já possuem receita recorrente ou previsão de crescimento acelerado costumam se beneficiar mais da abertura direta como ME no Simples Nacional.
Para a maioria das startups de tecnologia com projeção de faturamento acima de R$ 81.000 por ano, a abertura direta como ME no Simples Nacional tende a ser o caminho mais adequado.
Ações
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Acessar o portal Gov.br e solicitar a opção pelo Simples Nacional em até 30 dias da abertura do CNPJ.
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Confirmar com o contador o enquadramento no Anexo III ou V, de acordo com o CNAE e com o valor de pró-labore.
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Avaliar com o contador se o Inova Simples faz sentido para o estágio atual da startup.
Resultado esperado
Empresa inscrita no Simples Nacional, com regime tributário adequado e Fator R acompanhado desde o primeiro mês.
Dicas práticas, erros comuns e solução de problemas (passos 3 e 4)
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Erro: perder o prazo de 30 dias para opção pelo Simples Nacional. Fora desse prazo, a empresa permanece no Lucro Presumido até o próximo período de opção, em janeiro do ano seguinte.
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Erro: confundir Inova Simples com Simples Nacional. O Inova Simples é uma natureza jurídica especial, enquanto o Simples Nacional é um regime tributário. O limite de R$ 81.000 por ano se aplica ao MEI, não ao Inova Simples.
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Erro: não planejar o pró-labore desde o início. O pró-labore influencia diretamente o Fator R e a alíquota de imposto. Definir esse valor com o contador logo na abertura ajuda a reduzir a carga tributária.
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Solução: contratar o contador antes do registro na Junta Comercial para orientar a escolha do regime e dos anexos.
Passo 5: obtenha inscrições municipais e alvarás
Objetivo
Regularizar a empresa na prefeitura para emitir NFS-e e recolher ISS corretamente.
Ações
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Solicitar a Inscrição Municipal, ou CCM, na prefeitura do município sede da empresa, requisito para emissão de NFS-e e recolhimento do ISS.
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Verificar se a atividade de tecnologia exige Alvará de Funcionamento no município. Muitas prefeituras dispensam o alvará para atividades de baixo risco em home office ou coworking.
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Confirmar com o contador se existe necessidade de Inscrição Estadual para o CNAE escolhido. Em geral, serviços de TI não recolhem ICMS e não exigem essa inscrição.
Resultado esperado
Inscrição Municipal ativa e empresa habilitada para emitir NFS-e e recolher ISS ao município.

Passo 6: configure a contabilidade e emita o primeiro DAS
Objetivo
Organizar a rotina contábil desde o primeiro mês para manter impostos e obrigações em dia.
Ações
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Contratar um contador, obrigatório para ME e EPP, para cuidar da escrituração contábil, da apuração de impostos e da entrega de obrigações acessórias.
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Com o contador contratado, configurar o acesso ao PGDAS-D, sistema de apuração do Simples Nacional usado para calcular e emitir o DAS mensalmente.
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Definir o valor do pró-labore dos sócios junto ao contador, considerando o impacto no Fator R e na alíquota do Simples Nacional.
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Emitir a primeira NFS-e pelo sistema da prefeitura e registrar a receita no PGDAS-D para gerar o DAS.
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Pagar o DAS até o dia 20 do mês seguinte à competência. O atraso gera multa diária de 0,33%, limitada a 20% do valor devido.
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Lembrar que o INSS sobre o pró-labore é recolhido fora do DAS, por meio da DCTFWeb, com prazo em geral até o dia 20 do mês seguinte.
Resultado esperado
Contabilidade estruturada, primeiro DAS emitido e pago e empresa em dia com as obrigações fiscais desde o início.
A Agilize Contabilidade cuida de toda a sua contabilidade
Manter a rotina contábil de uma ME ou EPP de tecnologia exige controle mensal do Simples Nacional, cálculo do Fator R, gestão de notas fiscais, folha de pagamento e envio de declarações. A Agilize Contabilidade assume essas tarefas para que o fundador concentre energia no produto e na tração da startup.
Com mais de 13 anos de atuação, mais de 50 mil empreendedores atendidos e mais de 30 mil empresas abertas em todo o Brasil, a Agilize Contabilidade é a primeira contabilidade online do país e oferece isenção de honorários na abertura de CNPJ para quem assina o plano anual.
Tenha o atendimento rápido de um especialista da Agilize Contabilidade.
Como saber se deu certo?
Verificar alguns pontos após concluir os seis passos ajuda a confirmar que a abertura foi concluída corretamente.
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CNPJ ativo e situação cadastral “Ativa” no portal da Receita Federal
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Empresa optante pelo Simples Nacional com data de início registrada
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Inscrição Municipal ativa e NFS-e liberada na prefeitura
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Primeiro DAS gerado e pago dentro do prazo
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Contador formalmente responsável pela escrituração contábil
Alguns sinais indicam necessidade de ação imediata.
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CNPJ com situação “Inapta” ou “Suspensa” no portal da Receita Federal
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Ausência de opção pelo Simples Nacional após 30 dias da abertura
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NFS-e rejeitada pela prefeitura por falta de inscrição municipal
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DAS em atraso com acúmulo de multa e juros
Dicas avançadas e próximos passos
Depois da abertura, o foco passa a ser manter a empresa regular e preparada para crescer.
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Monitorar o Fator R mensalmente. O Fator R é recalculado a cada período de apuração. Mudanças na folha de pagamento ou no faturamento podem alterar o anexo e a alíquota do Simples Nacional.
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Planejar a entrada de sócios ou investidores. Startups abertas como SLU que planejam captar investimento devem iniciar a conversão para LTDA antes das negociações formais.
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Formalizar a cessão de propriedade intelectual. Fundadores, funcionários e prestadores que desenvolvem código ou produto para a startup precisam assinar contratos de cessão de propriedade intelectual para a empresa, o que reduz riscos em due diligence.
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Acompanhar a Reforma Tributária. A Reforma Tributária no Simples Nacional traz mudanças graduais que afetam empresas de serviços de tecnologia. Empresas no Simples Nacional têm tratamento diferenciado em 2026, mas o cenário evolui, por isso vale manter o contador atualizado sobre faturamento e atividades.
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Considerar o Certificado Digital E-CNPJ A1. Esse certificado é obrigatório para várias obrigações acessórias e pode ser obtido com apoio da Agilize Contabilidade, que inclui esse serviço nos planos.
FAQ
Desenvolvedor de software pode ser MEI?
Não. Atividades de desenvolvimento de software, programação e consultoria em TI não constam na lista permitida para MEI. O enquadramento adequado para fundadores de startups de tecnologia é ME, Microempresa, ou EPP, Empresa de Pequeno Porte. Quem já tem MEI em outra atividade e pretende atuar com tecnologia precisa fazer o desenquadramento do MEI para ME antes de iniciar a nova atividade.
Qual a diferença entre Anexo III e Anexo V do Simples Nacional para empresas de TI?
Os anexos do Simples Nacional classificam as atividades e definem faixas de alíquota. Para empresas de tecnologia, o Anexo V aplica alíquota inicial de 15,5% sobre receita bruta anual de até R$ 180.000. A diferença principal está no Fator R: quando a folha de pagamento atinge 28% da receita bruta, conforme explicado no passo 4, a empresa migra do Anexo V, com 15,5%, para o Anexo III, com 6% de alíquota inicial.
SLU ou LTDA: qual escolher para uma startup que planeja receber investimento?
A SLU atende o fundador solo em fase inicial, sem previsão de entrada rápida de sócios ou investidores. A LTDA se mostra mais adequada quando já existem co-fundadores ou quando a startup pretende captar recursos com anjos ou fundos de venture capital, porque permite incluir cláusulas de tag-along, drag-along, vesting e liquidation preference em acordo de sócios. A SLU pode ser convertida em LTDA na entrada de novos sócios, por meio de alteração contratual na Junta Comercial.
Conclusão
Abrir um CNPJ para uma startup de tecnologia exige decisões que afetam diretamente a carga tributária, a captação de investimento e a regularidade da empresa desde o primeiro mês. Escolher o CNAE correto, definir a natureza jurídica adequada, optar pelo Simples Nacional dentro do prazo e estruturar o pró-labore com atenção ao Fator R são os pontos que mais impactam o resultado financeiro no curto prazo.
Cada um desses passos envolve obrigações legais e decisões técnicas que exigem um contador. Para ME e EPP, a escrituração contábil regular é exigência da legislação empresarial, e erros no enquadramento tributário ou no registro podem gerar custos difíceis de reverter.
A Agilize Contabilidade cuida de toda a contabilidade da sua startup, do registro na Junta Comercial ao controle mensal do Simples Nacional, para que você concentre energia no produto e no crescimento do negócio. Fale com um especialista da Agilize Contabilidade e abra seu CNPJ com suporte especializado e isenção de honorários na abertura.