Escrito por: Rafael Caribé, CEO, Agilize
Principais lições deste artigo
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Desenvolvedores PJ ME ou EPP precisam confirmar o CNAE de TI e monitorar o Fator R para migrar do Anexo V para o Anexo III e reduzir a alíquota do Simples Nacional.
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A emissão da NFS-e como exportação é obrigatória e garante isenção de ISS e exclusão de PIS e COFINS da base de cálculo do DAS.
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Recebimentos do exterior exigem conta PJ em instituição autorizada pelo Banco Central, uso da taxa PTAX e documentação completa de câmbio.
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Manter contratos, NFS-e, commercial invoice e comprovantes de câmbio organizados é essencial para comprovar a exportação e evitar autuações.
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Para ME e EPP, contar com um contador é obrigatório. A Agilize Contabilidade cuida de toda a contabilidade e tributação: fale com um especialista da Agilize Contabilidade.
Pré-requisitos
Antes de iniciar o fluxo de recebimento do exterior, você precisará reunir documentos e acessos específicos que serão exigidos em diferentes etapas do processo, da abertura da conta PJ até a emissão da nota fiscal. Verifique se você tem em mãos:
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Contrato social atualizado da ME ou EPP
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CNAE adequado para serviços de desenvolvimento de software ou TI, com atividades de desenvolvimento de sistemas e programação entre os CNAEs mais comuns para essa finalidade. Seu contador indicará o correto para o seu caso.
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Conta PJ em banco ou instituição financeira autorizada pelo Banco Central do Brasil
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Acesso à plataforma de recebimento internacional escolhida, em instituição que opere câmbio autorizado
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Certificado digital E-CNPJ A1 válido, necessário para assinar documentos fiscais eletronicamente
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Acesso ao sistema de emissão de NFS-e do seu município ou à plataforma nacional gov.br/nfse
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Contrato de prestação de serviços assinado com o cliente estrangeiro, em moeda estrangeira
Visão macro do fluxo
Receber do exterior como desenvolvedor PJ envolve cinco etapas principais, que devem seguir esta ordem porque cada uma prepara a base legal e operacional para a seguinte:
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Abertura ou adequação da empresa, com CNAE correto, regime tributário e conta PJ
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Escolha da plataforma de recebimento internacional
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Emissão da nota fiscal de exportação de serviços, a NFS-e
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Recolhimento correto dos impostos no Simples Nacional
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Transferência dos valores para a conta PJ e registro contábil
Cada etapa tem obrigações fiscais e acessórias específicas que, se ignoradas, podem gerar autuações ou impedir a comprovação da exportação. Para ME e EPP, a escrituração contábil regular é exigida pela legislação empresarial, e contar com um contador é obrigatório para garantir conformidade em todas as fases.

Passo a passo
Passo 1: verifique o CNAE e o enquadramento da empresa
O primeiro passo é confirmar que o CNAE registrado no seu CNPJ corresponde à atividade de desenvolvimento de software ou serviços de TI. Atividades de desenvolvimento de sistemas e programação se enquadram no Anexo V do Simples Nacional, com alíquota inicial de 15,5% para receita bruta anual até R$ 180.000.
O Fator R pode migrar sua empresa do Anexo V para o Anexo III, cuja alíquota inicial é de 6%. Essa migração ocorre quando a folha de pagamento, incluindo o pró-labore do sócio, representa 28% ou mais da receita bruta dos últimos 12 meses.
Antes de prosseguir com o cálculo do Fator R, confirme que sua empresa está enquadrada como ME ou EPP. Desenvolvedores de software não podem ser MEI, porque essa atividade está excluída das permitidas para o MEI. Se você ainda atua como MEI nessa área, precisa migrar para ME.
Para garantir que sua empresa está pronta para receber do exterior, siga esta sequência de verificações com seu contador:
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Confirme que o CNAE registrado corresponde à atividade de desenvolvimento de software ou serviços de TI. Essa definição determina o anexo do Simples Nacional aplicável.
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Verifique se o pró-labore está calibrado para atingir o Fator R igual ou superior a 28%. Esse percentual permite migrar do Anexo V para o Anexo III, reduzindo a alíquota inicial de 15,5% para 6%.
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Certifique-se de que o regime tributário é Simples Nacional. Os benefícios fiscais de exportação descritos neste artigo se aplicam especificamente a esse regime.
Resultado esperado: empresa enquadrada corretamente, com CNAE de TI e potencial de tributação pelo Anexo III via Fator R.
Passo 2: escolha a plataforma de recebimento internacional
Receber pagamentos do exterior como PJ exige uma conta em instituição financeira autorizada pelo Banco Central do Brasil a operar câmbio. A escolha da plataforma impacta custos, prazos e documentação.
Avalie as opções disponíveis considerando:
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Taxas de câmbio e spread, cobrados na conversão
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Prazo de disponibilização dos valores em reais na conta PJ
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Emissão de comprovante de recebimento em moeda estrangeira, como extrato bancário ou nota de câmbio
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Atendimento às regras de câmbio, incluindo contrato de câmbio para valores acima de USD 10.000
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Integração com o sistema contábil, para facilitar conciliação e registro
A conversão para fins fiscais deve usar a taxa PTAX de compra publicada pelo Banco Central do Brasil na data do fato gerador, que é o recebimento ou a emissão da nota. A taxa da plataforma ou o câmbio turismo não servem como base fiscal.
Dica prática: informe ao banco que a operação é de exportação de serviços. O IOF sobre câmbio em exportações de serviços é de 0%, conforme o Decreto 6.306/2007, e essa classificação precisa constar na operação.
Resultado esperado: conta PJ ativa em instituição autorizada, pronta para receber remessas internacionais com documentação de câmbio adequada.

Passo 3: emita a nota fiscal de exportação de serviços NFS-e
A emissão da NFS-e é obrigatória mesmo em operações de exportação. A NFS-e deve ser emitida em reais, usando a taxa de câmbio do Banco Central.
A emissão incorreta da NFS-e pode gerar cobrança indevida de ISS e perda dos benefícios fiscais de exportação. Para emitir corretamente a NFS-e de exportação:
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Acesse o sistema de NFS-e do seu município ou a plataforma nacional gov.br/nfse
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Selecione o modo de prestação de serviço como “Exportação”
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Identifique o tomador como “Exterior”, com nome ou razão social, endereço e país. O CNPJ ou CPF estrangeiro não é obrigatório.
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Informe o código de serviço municipal correspondente à atividade de desenvolvimento de software, com base na lista da LC 116/2003
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Converta o valor em moeda estrangeira para reais usando a taxa de câmbio do Banco Central
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Informe o código de moeda estrangeira conforme ISO 4217, por exemplo, USD igual a 840 e EUR igual a 978
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Selecione o código de tributação correto para exportação, e não o código padrão de operações domésticas
Erros comuns que levam à negativa da isenção de ISS incluem não marcar a operação como exportação, usar código de serviço genérico, não identificar o cliente como estrangeiro e usar descrição vaga do serviço.
Além da NFS-e, emita também uma commercial invoice em moeda estrangeira para o cliente. A NFS-e atende às exigências fiscais brasileiras, e a commercial invoice atende às exigências comerciais e bancárias internacionais. A commercial invoice deve conter identificação completa do prestador, com nome, CNPJ e endereço, nome e país do cliente, descrição detalhada do serviço, valor em moeda estrangeira e dados bancários internacionais, como IBAN e SWIFT.

Resultado esperado: NFS-e emitida corretamente como exportação, com ISS isento e código de tributação adequado para Simples Nacional.

Passo 4: calcule e recolha os impostos corretamente
Exportar serviços de TI no Simples Nacional gera benefícios fiscais relevantes quando o fluxo está configurado de forma correta.
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ISS: o ISS não incide sobre as exportações de serviços para o exterior do País, conforme o artigo 2º, inciso I, da LC 116/2003, exceto quando o serviço é desenvolvido no Brasil e o resultado se verifica aqui.
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PIS e COFINS: essas contribuições não incidem sobre receitas de exportação de serviços prestados a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, desde que haja ingresso de divisas, conforme a Lei 10.637/2002 e a Lei 10.833/2003. Empresas no Simples Nacional podem excluir essas receitas da base de cálculo do DAS quando informam corretamente os valores no PGDAS-D.
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Alíquota efetiva reduzida: empresas no Simples Nacional que exportam serviços podem reduzir a alíquota efetiva ao excluir PIS, COFINS e ISS da base de cálculo.
Para que esses benefícios se apliquem, três condições devem ser atendidas simultaneamente. A ausência de qualquer uma delas pode resultar em cobrança de ISS e inclusão de PIS e COFINS na base do DAS. O tomador deve estar domiciliado no exterior, o resultado do serviço deve ser aproveitado fora do Brasil, e o pagamento deve ser recebido em moeda estrangeira com documentação de câmbio.
O recolhimento do INSS sobre o pró-labore ocorre separadamente do DAS. Os valores são informados no eSocial, consolidados na DCTFWeb, e o DARF previdenciário é pago até o dia 20 do mês seguinte à competência.
Resultado esperado: DAS calculado com exclusão das receitas de exportação da base tributável, INSS recolhido corretamente e impostos pagos em dia.

Passo 5: transfira os valores e mantenha a documentação
Após o recebimento na conta PJ e a liquidação do câmbio, a organização da documentação garante segurança fiscal e contábil.
Organize a documentação obrigatória:
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Contrato de prestação de serviços assinado com o cliente estrangeiro
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NFS-e emitida como exportação
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Commercial invoice em moeda estrangeira
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Comprovante de recebimento em moeda estrangeira, como extrato bancário ou nota de câmbio
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Contrato de câmbio, obrigatório para valores acima de USD 10.000 ou equivalente
Os arquivos XML das NFS-e devem ser armazenados conforme a legislação fiscal para auditorias municipais e federais.
Resultado esperado: valores disponíveis na conta PJ, documentação completa arquivada e fluxo contábil registrado pelo contador.
Como saber se deu certo?
O fluxo está correto quando todos estes critérios são atendidos. Cada um comprova uma etapa essencial do processo de exportação:
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CNPJ regular, sem pendências na Receita Federal ou na prefeitura. Essa situação confirma que a empresa está apta a emitir documentos fiscais válidos.
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DAS pago em dia, com receitas de exportação excluídas corretamente da base de cálculo no PGDAS-D. Esse cuidado garante o aproveitamento dos benefícios fiscais de exportação.
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NFS-e emitida com natureza de operação “Exportação” e código de tributação adequado. Essa emissão comprova formalmente a exportação para fins de isenção de ISS.
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Valores recebidos na conta PJ sem retenção indevida, com documentação de câmbio arquivada. Essa documentação demonstra o ingresso de divisas exigido pela legislação.
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INSS sobre pró-labore recolhido separadamente via DARF previdenciário. Esse recolhimento mantém a regularidade previdenciária da empresa e dos sócios.
Sinais de alerta que exigem atenção imediata do contador incluem notificações da prefeitura sobre ISS não recolhido, divergências entre o valor declarado no PGDAS-D e os extratos bancários, ou ausência de comprovante de câmbio para remessas recebidas.
Dicas avançadas e próximos passos
Depois de estruturar o fluxo básico de recebimento do exterior, o próximo passo é ajustar a tributação e se preparar para mudanças regulatórias que afetarão desenvolvedores PJ nos próximos anos. Para ME e EPP que já têm o fluxo básico funcionando, alguns pontos merecem atenção adicional:
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Fator R e pró-labore: para manter a tributação pelo Anexo III mencionada no Passo 1, calibre o pró-labore mensalmente com seu contador. O cálculo é automático na Agilize Contabilidade, o que reduz o risco de erro.
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Reforma Tributária e Simples Nacional: a partir de setembro de 2026, empresas no Simples Nacional precisarão decidir entre permanecer no regime simplificado ou migrar para o novo regime híbrido com IBS e CBS, com efeitos a partir de 2027. Acompanhe as atualizações sobre a Reforma Tributária no Simples Nacional com o apoio do seu contador.
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Transição IBS e CBS em 2026: a partir de julho de 2026, alíquotas simbólicas de 0,1% de IBS e 0,1% de CBS passarão a ser coletadas de forma experimental sobre receitas de software, com PIS e COFINS coexistindo durante a transição. Adapte os sistemas de faturamento com antecedência.
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Regime tributário: para receitas crescentes, compare o Simples Nacional com o Lucro Presumido. No Lucro Presumido, a carga costuma variar entre 13% e 17%, dependendo do ISS municipal, mas sem os benefícios automáticos do Fator R.
Perguntas frequentes FAQ
Desenvolvedor de software pode ser MEI?
Não. Atividades de desenvolvimento de software, sistemas e serviços de TI estão excluídas das atividades permitidas para o MEI. Desenvolvedores que atuam como pessoa jurídica devem se enquadrar como ME ou EPP. Se você ainda opera como MEI nessa área, precisa realizar o desenquadramento e migrar para ME, com apoio de um contador, que é obrigatório para esse porte.
Qual é o CNAE correto para desenvolvedores que prestam serviços ao exterior?
As atividades de desenvolvimento de software e serviços de TI têm CNAEs específicos para programação, desenvolvimento de sistemas e consultoria em tecnologia. O CNAE correto depende da atividade exata exercida. Seu contador é o profissional indicado para definir o código mais adequado ao seu caso, garantir enquadramento correto no Simples Nacional e manter a elegibilidade para os benefícios fiscais de exportação.
A nota fiscal de exportação isenta o desenvolvedor de todos os impostos?
Não de todos, mas de parte relevante. Conforme explicado no Passo 4, a emissão correta da NFS-e como exportação garante isenção de ISS e exclusão de PIS e COFINS da base do DAS. O IRPJ e a CSLL, embutidos no DAS, continuam sendo devidos sobre a parcela de lucro. O INSS sobre o pró-labore também é recolhido normalmente, de forma separada do DAS.
O que é o Fator R e como ele afeta o imposto de um desenvolvedor PJ?
O Fator R é a relação entre a folha de pagamento, incluindo o pró-labore do sócio, e a receita bruta dos últimos 12 meses. Quando esse percentual é igual ou superior a 28%, a empresa de desenvolvimento de software migra automaticamente do Anexo V, com alíquota inicial de 15,5%, para o Anexo III, com alíquota inicial de 6%, do Simples Nacional. Essa mudança pode reduzir de forma relevante o DAS mensal. O cálculo é feito mês a mês e não é opcional, porque o Fator R define automaticamente o anexo aplicável em cada período.
Quais documentos preciso guardar para comprovar a exportação de serviços?
A documentação mínima inclui contrato de prestação de serviços assinado com o cliente estrangeiro, com identificação da empresa, objeto do serviço e valor em moeda estrangeira, NFS-e emitida como exportação, commercial invoice em moeda estrangeira, comprovante de recebimento em moeda estrangeira, como extrato bancário ou nota de câmbio, e contrato de câmbio para remessas acima de USD 10.000. Os arquivos XML das NFS-e devem ser armazenados conforme a legislação fiscal. Seu contador é responsável por orientar o arquivamento correto de toda essa documentação.
Conclusão
Receber do exterior como desenvolvedor PJ é um processo viável e com benefícios fiscais relevantes quando cada etapa é executada corretamente. O fluxo envolve CNAE adequado, Fator R monitorado, NFS-e emitida como exportação, exclusão das receitas de exportação da base do DAS e documentação de câmbio arquivada.
Como vimos ao longo do artigo, ME e EPP precisam de suporte contábil obrigatório para gerenciar CNAE, Fator R, NFS-e de exportação e documentação de câmbio. Tentar cuidar dessas obrigações sem suporte especializado aumenta o risco de erros fiscais, autuações e irregularidade do CNPJ.
A Agilize Contabilidade cuida de toda a contabilidade da sua empresa: apuração de impostos, Fator R automático, emissão e importação de notas fiscais, declarações e obrigações acessórias. Você foca no desenvolvimento e nos clientes. A burocracia contábil fica com a Agilize Contabilidade.